A segunda reportagem da série em homenagem ao Dia do Professor mostra a história do Anderson, que sonhava em ser professor desde sua época de escola

Anderson Roberto de Almeida é professor de Educação Física há 13 anos. O educador iniciou a carreira em 2003 e a primeira escola na qual atuou foi a Escola Estadual Walt Disney, em Belo Horizonte. Em 2004, começou a trabalhar na Escola Estadual General Carneiro, em Sabará, e é lá que trabalha até hoje e tem a oportunidade de desenvolver seus projetos.

O desejo de ser educador surgiu quando ainda estava na educação básica. Anderson teve como exemplo seu professor de Educação Física. “Sou atleta de handebol desde 1993 e o esporte faz parte da minha vida. Quando estava no Ensino Fundamental, José Ataíde Lacerda foi meu professor de Educação Física e técnico de handebol. Foi com ele que aprendi a ensinar e tomei gosto pela coisa”, conta o Anderson.

Projeto do Handball conta hoje com cerca de 40 alunos. Foto: Arquivo pessoal

Hoje, Anderson desenvolve um projeto de handebol na escola onde atua. “A iniciativa acontece com os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. No contraturno das aulas acontecem os treinos e todo mundo pode participar. Eles acontecem de segunda a quinta. É um trabalho voluntário que faço desde 2009 e desde então já ganhamos a etapa microrregional dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG) quatro vezes”, destaca o professor e idealizador do projeto que conta com cerca de 40 alunos participantes.

A escola onde Anderson atua está localizada em uma área de vulnerabilidade social. Para o professor, desenvolver o projeto é tentar mudar um pouco a realidade dos estudantes. “É uma ação que ajuda a tirar os alunos da vulnerabilidade, porque eles passam mais tempo na escola. Essa é uma pequena contribuição. Custa só tempo e mais nada. Tenho três ex-alunas minhas do projeto que passaram na faculdade e foi uma emoção muito grande quando duas delas me disseram que iriam fazer Educação Física”, relata.

Projeto de dança é uma iniciativa dos alunos em parceria com o professor Anderson. Foto: Arquivo Pessoal

Para o educador, o segredo da profissão é variar nas atividades desenvolvidas com os alunos. “Acho que o importante é não ficar fazendo a mesma coisa o tempo todo. A inovação a cada momento atrai os alunos. O meu planejamento, por exemplo, é feito com os alunos e isso torna mais agradável para eles. É uma forma de fazer regras e combinados. A gente trabalha um tema que eles querem e uma coisa que eu quero e assim o trabalho segue tranquilo”, conclui.

Projeto de dança

Anderson também desenvolve um projeto de dança na escola. A ação faz parte do planejamento escolar e buscar incluir alunos que possuem algum tipo de deficiência. “A atividade foi sugestão dos próprios alunos. Alguns não gostam de dança, mas participam mesmo assim. Eles fazem um trabalho de pesquisa”, afirma Anderson.

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