Esta quarta-feira é o último dia da reunião do Programa de Educação Escolar Indígena de Minas Gerais
“Mesmo com as escolas indígenas já criadas, ainda faltam vários componentes para que elas sejam realmente diferenciadas. Como ainda não existe a categoria ‘Escola Indígena’ e a categoria ‘Professor Indígena’, a gente ainda se depara com várias leis que barram essa diferença”, destacou o cacique Xacriabá, Domingos Nunes de Oliveira, hoje durante a “Reunião do Programa de Educação Escolar Indígena de Minas Gerais”. A agenda, que reúne lideranças de várias etnias indígenas do Estado, servidores da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é realizada em Belo Horizonte.

A criação das categorias “Escola Indígena” e “Professor Indígena” serão as primeiras atribuições da comissão que será constituída a partir da publicação de um decreto ou portaria. Nesta quarta-feira, os participantes discutiram a proposta do documento que irá oficializar a criação dessa comissão. “Todo esse processo vai institucionalizar as práticas que já são desenvolvidas nas escolas indígenas e que muitas vezes não dialogam com o processo de funcionamento do sistema educacional do Estado de Minas Gerais. Não é pensar escola indígena, mas pensar as escolas indígenas dos vários povos indígenas em seus vários territórios”, explicou a subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica, Augusta Mendonça.
Para a professora Sueli Xacriabá, os dois dias da reunião envolvendo o poder público e lideranças só têm a contribuir para a valorização da educação e cultura dos povos indígenas. “Agora nós estamos tendo o espaço onde colocamos o nosso objetivo”, ressaltou.
Minas Gerais conta com mais de 3.400 alunos indígenas. O atendimento desses estudantes é feito por 17 escolas indígenas distribuídas em 64 endereços. Os estudantes pertencem às etnias Kaxixó, Krenak, Maxakali, Pataxó, Pankararu, Xacriabá, Xucuru-Kariri e Mokurin.
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