Para coordenadora geral do sindicato, Beatriz Cerqueira, governos anteriores não abriram diálogo e não souberam respeitar a "categoria"

A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, classificou o acordo firmado com o Governo do Estado nesta sexta-feira (15/5), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, como inédito. Segundo ela, foi dado o primeiro passo “para o início da recuperação da carreira dos professores”.

“A diferença é que nós tivemos um processo de negociação que, infelizmente, o choque de gestão do governo anterior não soube respeitar. Foram impostos à categoria projetos de lei e resoluções aprovados na Assembleia (Legislativa) que trouxeram muitos prejuízos”, afirmou a dirigente.

As negociações entre o Governo de Minas Gerais e a categoria iniciaram-se em janeiro, logo após o governador Fernando Pimentel assumir o cargo. No total, foram 12 reuniões entre representantes do governo do Estado e dos profissionais da Educação até fecharem um acordo, que foi aprovado em assembleia pela categoria, na última quinta-feira (14/5).

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A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira. Foto: Manoel Marques/Imprensa MG

Entre os pontos destacados pela coordenadora do Sind-UTE como as maiores conquistas da categoria estão o fim do subsídio e o retorno do vencimento básico, retirado da categoria em 2011, a garantia de abonos e de reajustes anuais do piso, o mesmo tratamento aos aposentados e servidores ativos, a diferenciação de três níveis de escolaridade, entre outras. “Quando chegarmos em 2018, teremos quase 70% dos profissionais em situação melhor”, ressaltou.

“Os governos anteriores tiveram uma chance de valorizar a educação e cumprir aquilo que foi acordado. Mas os documentos foram descumpridos. Nosso sentimento é de conquista. Não de benesse. É um sentimento de que nós começamos a recuperar aquilo que perdemos. Fomos muito humilhados, muito maltratados, não existia mesa de negociação”, completou a sindicalista.

Beatriz Cerqueira ainda lembrou que, no passado, o único caminho encontrado foi a realização de greves. Em 2013, elas chegaram a durar 60 dias. “A gente poderia estar num patamar muito melhor. Estamos agora recuperando o que perdemos na última década”, disse.

A dirigente também lembrou que Minas Gerais está sendo pioneira em relação ao resto do país ao conseguir um acordo com os professores. “Se fizemos um balanço nacional, poucos tiveram o nível de conquista que nós tivemos, resultado de anos de luta”, completou.

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