Assunto foi tema de palestra realizada no lançamento da segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica
Um acompanhamento pedagógico bem sucedido surge com a construção de um diálogo entre os envolvidos no processo educacional. Durante a cerimônia de lançamento da segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), nesta quarta-feira (15/02), a diretora da ‘Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores’, Ângela Dalben, palestrou sobre o ‘PIP: Integração – Uma Urgência Permanente’. A fala foi destinada a mais de 500 educadores que atuam no Programa em todo o estado.
“Com essa palestra quisemos mostrar que a verdadeira intervenção pedagógica só ocorre quando há um diálogo entre o especialista que visita a escola, os professores e a própria escola, com o seu contexto”, explicou a diretora ao se referir sobre o comportamento a ser adotado pelo especialista durante a visita.

Para que o acompanhamento pedagógico resulte na aprendizagem do aluno é necessário que o especialista procure observar aspectos como: compreender a identidade da escola, como a instituição organiza seu trabalho pedagógico e como é a relação da escola com a comunidade e o conhecimento. “Antes de propor alguma ação, o especialistas deve fazer perguntas como: o aluno aprendeu o que foi ensinado? O que uma criança ou jovem tem condições de aprender está sendo ensinado a eles?”, exemplificou a diretora da Magistra.
Dicas em boa hora
Para quem acompanhou a palestra, o momento foi de extrema importância, pois dá as diretrizes para o trabalho dos educadores nas escolas. “Sabemos que é um desafio grandioso, mas é necessário realizar essa mudança nos anos finais do ensino fundamental. Queremos trazer para esse nível de escolaridade a experiência bem sucedida com os anos iniciais, mas isso só será possível com um trabalho construído em conjunto: especialista e escola”, acredita a gerente do PIP nos anos finais na SRE de Montes Claros, Renata Patrícia Fonseca.
A diretora educacional da SRE de Uberlândia, Lilian Tereza de Paula Braga, disse que a palestra veio em um momento oportuno, pois orienta o especialista educacional em seu trabalho. “O PIP é um projeto que acredito ser o ápice das ações já realizadas pela Secretaria, pois é um trabalho feito em conjunto. Já fui inspetora de escola por cinco anos e sei que não adianta chegar à escola com a receita pronta. Isto que não existe. O especialista tem que conhecer a realidade da escola e a partir daí realizar o seu trabalho”, avaliou.
Com a expansão das ações, a equipe do Programa de Intervenção Pedagógica, ganha um reforço de peso para o trabalho de acompanhamento das escolas. São 480 especialistas com formação nas áreas dos Conteúdos Básicos Comuns (CBCs) distribuídos nas 47 Superintendências Regionais de Ensino. Cada SRE também conta com um gerente do Programa nos anos finais. No órgão central a equipe conta com 40 profissionais que vão contribuir com melhorias para esse nível de ensino.
Parceria da Magistra
Durante o encerramento da Cerimônia de lançamento da segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica, a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, destacou que a ‘Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores’ será uma importante ‘parceira’ nos trabalhos do PIP. “A Magistra tem que ser um instrumento para complementar e contribuir para o nosso trabalho com os professores e alunos”, apontou.
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