Educação leva a mais 880 mil estudantes o programa que tornou os primeiros anos da educação referência de ensino no Brasil
O Governo de Minas lança logo mais, às 14h30, no auditório JK, na Cidade Administrativa, a segunda fase do ‘Programa de Intervenção Pedagógica (PIP)’. O PIP II surge com o objetivo de levar para os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) a experiência bem sucedida do PIP I, que faz o acompanhamento de escolas dos anos iniciais (1º ao 5º ano) e fez do Estado referência de ensino no país nesse nível de escolaridade. O PIP I já atendia a 490 mil estudantes e com o PIP II outros 857 mil também participam do Programa.
Com um investimento inicial de R$13,6 milhões, a segunda fase do Programa conta com uma equipe central de 47 profissionais, que atuam na Secretaria de Estado de Educação, na Cidade Administrativa, além de 480 especialistas que se dividem em equipes regionais, em todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Cada SRE também conta com um coordenador do Programa. O objetivo dos profissionais do PIP II é possibilitar que os estudantes assimilem os Conteúdos Básicos Comuns (CBCs), que representam o conjunto de habilidades trabalhadas em cada disciplina dos anos finais.

No segundo semestre de 2011, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) iniciou o processo de organização das equipes que passam a trabalhar no PIP II. Os especialistas selecionados para o Programa foram capacitados e começaram as visitas às 2.826 escolas estaduais que oferecem os anos finais do ensino fundamental. Esses profissionais acompanham as escolas, identificam as dificuldades e auxiliam os professores a elaborar projetos que visam melhorar a eficiência do ensino fundamental. Na equipe do PIP II há especialistas nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Arte, Inglês e Educação Física.
Os professores especialistas contratados para atuar no Programa são orientados a trabalhar em dupla no
acompanhamento das escolas. Esses profissionais fazem visitas periódicas às escolas e se informam sobre o trabalho feito na área pedagógica.
“Os especialistas do PIP se reúnem com os diretores, supervisores e professores. A partir das especificidades da escola são propostas ações na área pedagógica, podendo ser sugeridas as experiências bem sucedidas em outras escolas. Em nível regional ou municipal, também são realizadas capacitações de professores”, explica a superintendente de Desenvolvimento da Educacação Infantil e do Ensino Fundamental, Maria das Graças Pedrosa Bittencourt.
Exemplo do PIP I
Nos últimos anos, Minas Gerais se consolidou como o estado que tem os melhores anos iniciais da educação básica em todo o Brasil. Essa posição é confirmada tanto pelas avaliações externas da educação do Governo de Minas, quanto por ferramentas de avaliação do Governo Federal. Criado em 2007, o PIP foi uma das estratégias mais importantes da Secretaria de Estado de Educação para alcançar esses bons resultados.
Na sua primeira fase, o PIP trabalha com os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º) em todas as 2.287 escolas da rede estadual que oferecem esse nível de ensino. O objetivo é o de garantir que os estudantes assimilassem todo o conteúdo ensinado nesse nível, assim como fazer com que todos os estudantes de oito anos de idade alcançassem um nível de letramento compatível com padrões internacionais.
Minas avançou muito nesse sentido desde então, como comprovam os resultados do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa). Em 2006, primeiro ano em que o Proalfa foi aplicado, 48,6% dos alunos da rede estadual que cursavam o 3º ano do ensino fundamental estavam em um nível de letramento considerado recomendável, em 2011 esse índice chegou a 88,9%.
O sucesso mineiro nos anos iniciais é comprovado também pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ferramenta de avaliação do Ministério da Educação (MEC). De acordo com os últimos resultados divulgados do Ideb, a rede estadual de Minas Gerais alcançou 5,8 pontos no índice para os anos iniciais do ensino fundamental e ficou em primeiro lugar no ranking dos estados brasileiros.
Desde que foi implantada até o fim do ano passado, a primeira fase do Programa de Intervenção Pedagógica demandou R$ 50 milhões em recursos. A equipe do PIP I conta com 47 especialistas no órgão central da Secretaria, além de 1,5 mil pessoas nas equipes regionais, incluindo analistas e inspetores escolares, que também trabalham com o PIP nas escolas.
Levar o PIP para os anos finais do ensino fundamental é uma estratégia para aumentar ainda mais a qualidade da educação básica mineira, como afirma a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete de Souza Santos. “Queremos fortalecer os anos finais para melhorar o nosso ensino médio. Pesquisas mostram que se não houver um investimento nos anos finais, a aprendizagem para. Nós buscamos o primeiro lugar também nos anos finais do ensino fundamental e, depois, do ensino médio, mas é uma ação que deve ser feita progressivamente”, avalia a subsecretária.
Capacitações
Uma das estratégias do PIP é o uso de capacitações dos educadores para aperfeiçoar o trabalho em sala de aula. As capacitações acontecem tanto de forma centralizada, quanto nas próprias SREs. “Quando um educador é capacitado em Belo Horizonte, ele tem a missão de replicar esse conteúdo nas Superintendências”, explica Maria das Graças. As capacitações também podem ser motivadas por uma demanda regional. “Se os especialistas verificam que em uma determinada Superintendência os professores têm dificuldades em um conteúdo específico, eles podem realizar uma capacitação para suprir essa deficiência”, completa.
