Alunos participaram de rodas de conversa, debates e atividades lúdicas sobre a temática

O Dia da Consciência Negra foi trabalhado, nesta quarta-feira (20/11), nas escolas da rede pública estadual por meio de diversas atividades. Nas unidades de ensino em que a temática foi abordada, os alunos participaram de debates, rodas de conversa e diferentes atividades lúdicas. A proposta faz parte da Lei 10.639, de 2003, que estabelece que o conteúdo seja trabalhado com todos os alunos dos ensinos fundamental e médio.
Na Escola Estadual Pedro II, no Centro de Belo Horizonte, as atividades ocorreram nos dois turnos. De acordo com a diretora da unidade, Flávia Cristina Fernandes de Araújo, a participação dos alunos foi grande, com envolvimento em todas as atividades programadas. A escola, que funciona em um prédio histórico na capital, reuniu as crianças e os adolescentes para perceber a necessidade de refletir sobre o assunto. Entre as atividades, até uma oficina de gastronomia afro-brasileira foi oferecida.
“Esse envolvimento contribui para a socialização dos alunos e para que eles possam entender as diferenças, praticar o respeito ao próximo, além de conhecer mais sobre a cultura”, ressaltou Flávia Cristina.
Na mesma didática, a Escola Estadual Presidente Itamar Franco, no Bairro Belo Vale, em Santa Luzia, usou o dia para ensinar mais sobre o tema e promover a reflexão. Foram feitos debates e rodas de conversa em que o protagonismo do negro foi destacado, além de referenciar a importância das artes, cultura e das manifestações artísticas como um todo.
Para a diretora da escola, Erika Cruz, tudo o que foi tratado no dia deve ser levado para além das atividades e internalizado. “É preciso extrapolar o 20 de novembro e se tornar uma prática cotidiana. A data é um marco histórico, mas discussões não devem se restringir”, destacou.
Os alunos também aproveitaram o dia para discutir sobre a data na Escola Estadual Fernão Dias, em Pirapora, na Região Norte do Estado. Além das reflexões sobre a temática, ocorreram apresentações artísticas com poesias escritas pelos próprios alunos. “O conhecimento nos torna pessoas melhores. Momentos de reflexão e discussão como esses são muito importantes”, disse a professora de História Juliana Nunes.
Outras atividades
Além das atividades desenvolvidas pelas escolas, representantes da equipe da Diretoria de Modalidades de Ensino e Temáticas Especiais da Secretaria de Estado de Educação (SEE) participam, nesta quinta-feira (21/11), das ações propostas no seminário “Ações Afirmativas – Negritude em Cena”. Professores e diretores constituem o público alvo dessa discussão.