Modalidade teve crescimento de 150%. Campanha VEM atraiu jovens de volta aos estudos. Educação Integral ampliou ofertas de atividades e número de atendidos

A formação cidadã dos estudantes, a preparação para o mercado de trabalho, o protagonismo juvenil, o resgate de quem abandonou os estudos e o respeito à diversidade, às diferenças e às especificidades de cada um são as principais características da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) quanto aos aspectos da condução pedagógica da atual gestão.

Um dos exemplos é a campanha Virada da Educação Minas Gerais (VEM), realizada desde 2015 para fazer um chamado aos jovens que deixaram de frequentar a escola e quiseram retomar os estudos. Para levá-los de volta à rotina escolar, todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) realizaram várias iniciativas culturais, artísticas e esportivas, apresentações de trabalhos, debates e rodas de conversa que mostraram uma escola mais aberta, comunicativa e afeita à diversidade. Em 2015, o saldo da Campanha Vem foi de 144 mil estudantes matriculados no Ensino Médio Regular e na Educação para Jovens e Adultos (EJA).

Na Educação Profissional, curso técnico em Enfermagem foi um dos mais procurados. Foto: Eric Abreu/SEE-MG

A EJA, inclusive, foi um dos tópicos das Rodas de Conversa que resultou em mais uma iniciativa da Secretaria de Educação: o aumento do número de turmas em todo o Estado para esta modalidade, junto com a reestruturação do atendimento no Ensino Médio no período noturno. Para essas duas modalidades, também foi feita uma readequação do currículo para melhor adaptação à realidade de quem estuda à noite: a introdução da disciplina Diversidade, Inclusão e Mundo no Trabalho (DIM). Além disso, desde 2017, as aulas passaram a ter início mais tarde (19h) e a terminar mais cedo (22h14) para atender aos estudantes que trabalham em tempo integral.

Mesmo com os avanços conquistados, o secretário de Estado de Educação em exercício, Wieland Silberschneider, afirmou em entrevista coletiva realizada hoje (05/07) que tem muito ainda a ser feito. “Ainda temos passos firmes a dar, como o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação que, dentre outras coisas, define a expansão da educação integral e a formação continuada dos profissionais da educação. Também precisamos criar junto às escolas uma rede de proteção social que contribua para enfrentarmos os efeitos da desigualdade social que atinge os jovens”.

Educação Profissional

Dentro do assunto de mercado de trabalho, outra iniciativa da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais foi a criação da Rede Estadual de Educação Profissional (REDE). De 2016 a 2017, o número de vagas nos cursos técnicos ofertados nas escolas estaduais mineiras aumentou 150%. Em 2016, quando a REDE foi criada, eram 16 mil alunos matriculados. No segundo semestre de 2017, foram 44.300 matrículas registradas em 34 cursos técnicos, o que representa um número recorde em todo o Estado, sendo os mais procurados o Curso de Enfermagem, Agente Comunitário de Saúde e Informática.

O volume de investimento também cresceu de forma representativa: de R$ 4,5 milhões em 2016 para R$ 26 milhões em 2017, um aumento significativo de cerca de 480%. Atualmente, 254 escolas estaduais ofertam a Educação Profissional em 189 municípios mineiros.

Educação Integral e Integrada

Os avanços também foram percebidos na Educação Integral e Integrada em Minas Gerais, que tem o objetivo de possibilitar a formação integral de crianças, adolescentes e jovens, ampliar a oferta de saberes com a inclusão dos campos de artes, cultura, esporte e lazer nos currículos, e garantir a proteção social, a formação para a cidadania e a redução da evasão escolar. No início de 2015, o número de matriculas nesta modalidade de ensino era de cerca de 104 mil. Hoje, são 147 mil estudantes atendidos no Ensino Fundamental, em 2.248 escolas.

Outro aumento registrado foi relativo às Escolas Polos de Educação Múltipla (Polem) – lançadas em 2017, elas se caracterizam pelas múltiplas ações, projetos, programas ofertados nessas unidades, como educação profissional, educação integral e integrada, inclusão de estudantes com deficiência, apoio à iniciação científica e ações para desenvolvimento de aprendizagens e reconhecimento da diversidade.

No início de 2017, 58 instituições da rede estadual de ensino funcionavam como esses Polos em todos os 17 Territórios de Desenvolvimento de Minas Gerais com atendimento a cerca de 7 mil estudantes. Em 2018, já são 93 Escolas Polem, sendo 79 delas com a oferta de Educação Integral e Integrada para o Ensino Médio, e o número de alunos atendidos passou para 13.600.
Além disso, houve o reconhecimento e a ampliação do atendimento na Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola. Hoje são 180 mil estudantes atendidos nessas modalidades.

Coletiva para apresentar os dados foi realizada nesta quinta-feira (05/07). Foto: Geanine Nogueira ACS-SEE

Iniciação Científica
Incentivo é uma das palavras-chaves desta gestão do Governo de Minas Gerais na Educação. Com o objetivo de viabilizar e apoiar a atividade de pesquisa e investigação científica entre os estudantes de Ensino Médio da rede estadual de Ensino, a Secretaria de Estado de Educação iniciou, em 2017, o Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio, composto por dois eixos.

No eixo “Núcleo de Pesquisas e Estudos Africanos, Afrobrasileiros e da Diáspora – Ubuntu/Nupeaeas”, os projetos são estruturados a partir da linha de pesquisa “Cultura, História, Trajetórias Político-Sociais e Científicas dos Africanos Descendentes da Diáspora”, e devem abordar uma vertente analítica que retratem aspectos como cultura, memória, corporeidade, ancestralidade, construção e fortalecimento de identidades, entre outros.

Já o eixo “Territórios de Iniciação Científica / TICS” aposta na interação entre Educação Básica e o Ensino Superior para que a realidade, os anseios e as trajetórias de vida dos jovens estudantes do Ensino Médio e os problemas que enfrentam em seus territórios tornem-se objetos de pesquisa. Atualmente são 121 Projetos de Iniciação Científica em andamento, com 1350 jovens pesquisadores envolvidos.

Protagonismo Juvenil e Convivência Democrática

Outro efetivo apoio com o qual todos os estudantes da rede estadual podem contar é para se mobilizarem em prol de seus objetivos, principalmente no ambiente escolar. Por meio da Política de Fomento à Participação Estudantil, implementada em 2017, a Secretaria de Educação fomenta a criação de grêmios e de coletivos de representantes de turma.

Em 2016, foi criando o Programa de Convivência Democrática, que define a escola como um espaço público onde devem ser promovidos o respeito, a democracia e os direitos humanos por meio da participação dos jovens de todas as formas, para que os estudantes tenham uma postura humanista em relação à vida e aprendam a conviver com o outro, características fundamentais para a formação de cidadãos respeitosos e conscientes. Atualmente há 2.356 escolas com Plano de Convivência Democrática implantado e com seus planos de ação entregues. O Programa conta ainda um novo sistema em rede de registro de situações de violência que permite a coleta de dados sobre a violência nas escolas.

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