Expectativa é que a iniciativa realizada pela Secretaria de Estado de Educação atenda cerca de 1.600 jovens e adultos ao longo deste ano
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) iniciará no mês de março as aulas do Projeto de Alfabetização e Letramento Popular de Jovens e Adultos. A iniciativa foi instituída pela Resolução 3.644, de 27 de outubro de 2017, e tem entre seus objetivos reduzir a taxa de analfabetismo da população mineira e as desigualdades educacionais no Estado por meio da alfabetização de jovens e adultos nas suas comunidades, além de utilizar métodos de alfabetização e letramento populares, que reconheçam as especificidades, os saberes sociais e comunitários e proporcionem a alfabetização e o letramento dos educandos.
Inicialmente, o projeto será desenvolvido em oito cidades mineiras: Ibirité, Itatiaiuçu, São Joaquim de Bicas, Almenara, Montes Claros, Teófilo Otoni, Tumiritinga e Novo Cruzeiro. O público alvo da iniciativa são cidadãos mineiros que buscam o acesso à educação escolar e que não passaram pelo processo de alfabetização e letramento na idade de direito. A expectativa é que sejam atendidos cerca de 1.600 jovens e adultos.

Ao longo desta semana, acontece em Governador Valares a formação das pessoas que irão atuar no projeto. “Eles serão os responsáveis por fazer a divulgação da iniciativa e a mobilização nos municípios. A ideia dessa formação é que eles entendam o método, compreendam o contexto da Educação de Jovens e Adultos no Estado e o contexto que a Educação Popular traz”, afirma a coordenadora Estadual de Educação do Campo da SEE, Érica Fernanda Justino.
O projeto será realizado em parceria com a Fundação Helena Antipoff , que será a responsável pela contratação de pessoas que estarão envolvidas na proposta. Serão designados coordenadores, mobilizadores e educadores populares, que são pessoas com experiência em educação popular.
Método
Para a realização do Projeto, a Secretaria adotou o método “Sim, eu posso!”. O método é organizado por meio de 65 vídeoaulas, que foram gravadas por uma equipe brasileira em Cuba e adaptada ao contexto do Brasil, além de atividades diferenciadas. “O método trabalha uma organização com sequências diferenciadas que utiliza, entre outras coisas, a articulação de letras e sons e letras e números”, destaca Érica Justino.
Além disso, o método prevê o Círculo de Cultura. “Paulo Freire é a nossa referência no Brasil na Educação de Jovens e Adultos. A ideia é que a partir desse diálogo possamos fazer um levantamento de temas geradores e criar condições para que essas pessoas sejam alfabetizadas”, conclui Érica.