Apesar da elevação da cobertura vacinal que em 2016 estava em 47%, para uma cobertura de 81%, em 2018, ainda há mais de 3,6 milhões de pessoas que não se vacinaram e a maior parte dos acometidos pela doença são homens
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está intensificando as ações de controle da Febre Amarela nas regiões com os casos confirmados da doença e orienta a população do Estado sobre a importância da vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS), pedindo atenção especial do público masculino para que se vacine.
A vacina é indicada para crianças a partir de 9 meses e jovens e adultos com até 59 anos de idade, principalmente aquelas que moram ou vão viajar para áreas com indícios de febre amarela. Está disponível, por meio do SUS, em todas as unidades de saúde, e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco. Em abril de 2017, foi adotada a dose única da vacina contra Febre Amarela no SUS em Minas Gerais. Isso significa que apenas uma dose é capaz de imunizar por toda a vida, não havendo mais a necessidade de reforço. A medida foi proposta pelo Ministério da Saúde, que recomenda a dose única seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
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A Febre Amarela é classificada como uma doença infecciosa grave. Ela provoca febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Os primeiros sintomas aparecem de 3 a 6 dias depois da infecção. Aos primeiros sinais, procure um serviço de saúde.

Entre as ações definidas para controlar a doença nas áreas rurais e manter a incidência zero de febre amarela urbana, destacam-se as campanhas educativas sobre a necessidade de vacinação, ampliação dos horários de vacinação nas unidades de saúde, a vacinação casa a casa na zona rural dos municípios com casos confirmados ou com epizootias (morte de primatas) confirmadas para a febre amarela e o aumento no número de equipes de saúde nas regiões e também parceria entre as áreas de Atenção Primária e Vigilância em Saúde.
Segundo a Diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Mayla Magalhães, essa parceria tem possibilitado a identificação das pessoas não vacinadas, checagem do cartão e atualização da vacina. “Especificamente neste momento de enfrentamento da Febre Amarela, essas áreas disponibilizam o diagnóstico situacional que permite a localização da população que ainda não está vacinada. Os agentes comunitários de saúde têm papel importante na criação do vínculo e nas relações de confiança com a população, pois fazem parte da comunidade e estão diariamente na rotina do município”, disse.
Ainda de acordo com a Diretora, “os agentes comunitários de saúde realizam visitas domiciliares, fazendo o acompanhamento dos cartões de vacina e prestando orientações à população, no intuito de mobilizá-las para as ações de prevenção e controle da doença. As informações coletadas durante as visitas domiciliares possibilitam, também, que as equipes de Atenção Primária planejem suas ações e adotem as medidas efetivas no enfrentamento à Febre Amarela”, explicou.
Essas e todas as outras ações desempenhadas pelo Estado desde a primeira notificação da doença, em janeiro de 2017, contribuíram para que Minas Gerais alcançasse a atual cobertura vacinal de 81%, índice superior ao registrado no mesmo período de 2016, que era de 47%. Esse aumento coopera diretamente para o controle da ocorrência da doença.
Imunização
Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de Febre Amarela no Estado de Minas Gerais está em torno de 81%, contudo a meta é alcançar a cobertura de 95%. Ainda há uma estimativa de 3.615.129 não vacinados, principalmente na faixa-etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pelo surto em 2017.
As regionais com menor taxa de vacinação são Pouso Alegre, no Sul de Minas (66,6%), São João Del Rei, no Centro Sul (69,1%) e Ponte Nova, no Leste do Estado (71%). Além disso, há 342 municípios mineiros que não atingiram a meta vacinal. Alguns destes estão com a cobertura abaixo dos 40%, como Bias Fortes (regional de Juiz de Fora) com 34,5%; Aiuruoca (regional de Varginha) com 35,8%, Santana do Jacaré (regional de Divinópolis) com 36,8, Pocrane (regional de Manhumirim) com 37,3% e Formoso (regional de Unaí) com 39,9%. Clique aqui e confira a cobertura vacinal de outros municípios.
Boletim Epidemiológico
De acordo com o boletim epidemiológico da Febre Amarela divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde nesta terça-feira (23/01), desde o início do 2º período de monitoramento da Febre Amarela (julho/2017 a junho/2018), foram confirmados 47 casos de Febre Amarela em Minas Gerais, destes casos, 25 evoluíram para óbito.
Do total de casos confirmados, 44 (93,6%) são do sexo masculino e 03 (6,4%) do sexo feminino. Todos os casos foram confirmados laboratorialmente. Até o momento, não há relato de vacinação para a Febre Amarela entre os casos confirmados. A mediana de idade dos casos confirmados é de 46 anos (15 – 88 anos). A letalidade por febre amarela em Minas Gerais no período de 2017/2018 é de aproximadamente 53,2%.
Com informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais