Diretores, inspetores, professores e analistas de 36 escolas estaduais de várias regiões de Minas Gerais se reuniram nesta quarta-feira (13) em Caeté, no Território Metropolitano, para o Encontro de Formação em Ensino Integral e Integrado, que tem o objetivo de preparar os gestores que vão implantar o Ensino Médio em Tempo Integral em 2018.

Com mais essas 36 instituições de ensino, sobe para 80 o número de escolas que vão ofertar o Ensino Médio em Tempo Integral em Minas Gerais – desde agosto deste ano, 44 escolas, de 25 Superintendências Regionais de Ensino (SREs), contam com esta modalidade, inicialmente para os estudantes do 1º ano do Ensino Médio. Ao implantar o Ensino Médio em Tempo Integral, as escolas tornam-se Escolas Polos de Educação Múltipla (Escolas Polem). Atualmente, são atendidos cerca de 6 mil estudantes e, com a ampliação, a expectativa da Secretaria de Estado de Educação (SEE) é de que sejam beneficiados 19.600 estudantes.

Com mais essas 36 instituições de ensino, sobe para 80 o número de escolas que vão ofertar o Ensino Médio em Tempo Integral em Minas Gerais. Foto: Franciele Xavier (ACS/SEE)

Com duração de dois dias, o encontro promove debates e oficinas sobre essa concepção de educação que oferece aos estudantes uma formação que complemente o ensino tradicional por meio da ampliação da jornada escolar, que passa de 25 para 45 horas semanais. Entre os campos que podem ser oferecidos estão esportes, música, dança, robótica, empreendedorismo, formação profissional, entre outros.

Para a coordenadora das Ações de Educação Integral e Integrada da SEE, Cecília Resende, a formação é importante para treinar a equipe responsável de cada escola. “As pessoas chegam com muitas dúvidas, mas à medida que a gente vai explicando e detalhando como funciona a Educação Integral e Integrada no Ensino Médio, dá para perceber que tudo vai clareando. Além das palestras, os 180 participantes do Encontro participam de quatro oficinas com temas técnicos e de discussão em grupo”.

Para a coordenadora das Ações de Educação Integral e Integrada da SEE, Cecília Resende, a formação é importante para treinar a equipe responsável de cada escola. Foto: Franciele Xavier (ACS/SEE)

Durante sua fala, Cecília reforçou a importância de encarar esta modalidade de ensino não apenas como um tempo maior que o aluno passa dentro da escola, mas como uma forma de empoderar os jovens e torná-los capazes de enfrentar e resolver problemas, independente da formação que eles escolherem. “A Educação Integral e Integrada, principalmente no Ensino Médio, tem como função aflorar no cidadão a capacidade de dominar a linguagem, de tentar resolver conflitos com argumentos, propostas e ações, seja ele o que for no futuro”, pontuou.

A diretora Lilian de Matos Passos, da Escola Estadual Imperatriz Pimenta, em Ibirité, no Território Metropolitano, enxerga a Educação Integral e Integrada como uma proteção social para os alunos. “A formação oferecida amplia as chances de os alunos se inserirem mais fácil no mercado de trabalho, além de fazê-los se sentirem valorizados e com poder de escolha, de estudarem uma área que seja de seu interesse, e, principalmente, de afastá-los daquilo que poderia ser um risco se não estivessem na escola”, disse.

O secretário adjunto da SEE, Wieland Silberschneider, fez o encerramento da manhã de palestras do primeiro dia do Encontro de Formação e convidou todas as equipes presentes a enfrentarem o maior desafio da Educação Integral e Integrada. “Não basta manter os alunos e alunas mais tempo dentro da escola. É preciso qualificar as ofertas de formação para que elas contribuam para melhorar o desempenho escolar dos estudantes, para a construção do projeto de vida deles, para aprimorarem seus saberes e habilidades. Com a estratégia das escolas Polem, temos de cumprir a trajetória de avaliar o impacto das atividades na vida do aluno, saber se a formação está ajudando a superar dificuldades, se realmente está fazendo a diferença e não apenas sendo mais um curso qualquer. Para isso, é preciso muita dedicação, observação, estudo. Este é nosso maior desafio”, explicou o secretário adjunto.


O secretário adjunto da SEE, Wieland Silberschneider, fez o encerramento da manhã de palestras do primeiro dia do Encontro de Formação. Foto: Franciele Xavier (ACS/SEE)

Ações de Educação Integral e Integrada

Além do Ensino Médio em Tempo Integral, a Secretaria de Estado de Educação oferece ações de Educação Integral e Integrada para mais de 150 mil estudantes de cerca de 2 mil escolas estaduais. Desde 2015, o número de estudantes atendidos nessa iniciativa cresceu 50% e a proposta é ampliar ainda mais a ação.

A SEE implantou também 14 polos de educação integral para o ensino fundamental, a fim de ampliar e diversificar as atividades da Educação Integral e Integrada em Minas Gerais. Outros 6 estão sendo implementados.

Por Franciele Xavier

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