Com representantes de 15 municípios, 63 paratletas mineiros disputam a competição, que acontece até sexta (24/11), em São Paulo (SP)

Teve início, na noite de ontem (21/11), a 11ª edição das Paralimpíadas Escolares 2017, competição que segue até esta sexta-feira (24/11), no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. A competição contará com a participação de alunos de 12 a 17 anos de escolas públicas e particulares do Brasil. Minas Gerais está representada por 63 alunos-atletas, de 21 escolas, selecionados por meio dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), representando 15 municípios de diversos territórios, além de 14 técnicos e 19 profissionais de staff, atletas-guia e tappers (profissionais que auxiliam os competidores nas provas de natação).
Realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, o evento é considerado a maior disputa paradesportiva escolar do mundo e conta com a representação de todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal. São disputadas as modalidades de atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação e tênis de mesa.

Na última edição, em 2016, Minas Gerais conquistou 54 medalhas – 30 de ouro, 12 de prata e 12 de bronze. Campeã no ano passado, a mesa-tenista Maria Laura Freitas, de 16 anos, prepara-se para participar dos jogos pela quarta vez. “Estou com uma ótima expectativa. Fico muito feliz por poder representar a minha cidade novamente. Tomara que eu possa trazer o título das Paralimpíadas Escolares para cá mais uma vez e chegar ao tricampeonato. ”, diz a aluna da Escola Estadual Levindo Dias, natural de Capitão Andrade, no Território Vale do Rio Doce. Além da participação na competição nacional, Maria Laura esteve no Jemg em cinco oportunidades, sagrando-se campeã em quatro delas. Neste ano, ela disputou os Jogos Parapan-Americanos de Jovens, realizados também em São Paulo, em março.

Para o secretário de Estado de Esportes, Arnaldo Gontijo, as Paralimpíadas Escolares são a oportunidade de motivar o surgimento de novos paratletas. “A Secretaria de Estado de Esportes (Seesp) vem investindo para dar aos atletas com deficiência mais oportunidades para a profissionalização no esporte, como, por exemplo, a ampliação da Bolsa Atleta exclusiva para modalidades paralímpicas. Queremos cada vez mais representantes defendendo e honrando as cores de Minas Gerais mundo afora”, afirma.

O aluno Ernesto Cardoso, de 16 anos, atleta de futebol de 7 PC (paralisados cerebrais) da Associação Paradesportiva e Esportiva de Belo Horizonte (APEBH), não esconde a empolgação por participar pela primeira vez das Paralimpíadas Escolares. É também a primeira vez que ele viaja para competir. “O futebol de 7 é importante para mim porque é uma oportunidade de praticar o esporte que gosto e tentar superar meus limites”, conta Ernesto. “Estou feliz de ir para as Paralimpíadas porque lá vou conhecer atletas de todo o Brasil com os mesmos objetivos que eu”, conclui.

Esperança de medalhas, os paratletas do tênis de mesa Wagner Nunes e Tainá Damasceno representarão Minas Gerais pela última vez, já que no próximo ano completarão 18 anos. Por isso, os atletas que treinam e competem pela cidade de Patrocínio, localizada no Território Triângulo Norte, querem encerrar este ciclo com chave e ouro. “As Paralimpíadas Escolares são o principal objetivo do nosso ano. Tudo que fizemos em 2017 foi pensando em chegar bem preparados nessa competição. Além disso, o fato de que essa será minha última participação, a torna ainda mais especial”, conta Wagner.

Já Tainá espera conseguir chegar em São Paulo com a mesma confiança que demonstrou durante o JEMG. “Como PCD temos poucas oportunidades de competir. Por isso, o mais importante é que cheguemos a uma Paralimpíada confiantes, afinal, vamos enfrentar os melhores paratletas do país até 17 anos e não podemos bobear logo nessa competição”, conclui Tainá.

São esperados nos jogos mais de 900 atletas entre 12 e 17 anos que participarão das competições de atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. Para 2017, dois esportes foram adicionados ao programa das Paralimpíadas Escolares: futebol de 5 (para cegos), e basquete em cadeira de rodas (formato 3x3).

Campeã parapan-americana juvenil é destaque

Além de vitrine para novos talentos do esporte paralímpico, as Paralimpíadas Escolares representam uma oportunidade para atletas que já dão os primeiros passos no esporte profissional possam se consolidar no alto rendimento e serem vistos em ação.
Letícia Maria da Silva é atleta de goalball. Natural de Uberaba, a jovem defendeu a equipe de Minas Gerais nas Paralimpíadas Escolares em 2015 e 2016 e neste ano faz sua terceira participação. A mineira já é uma das esperanças da Seleção Brasileira da modalidade para os Jogos Paralímpicos Tóquio 2020. No ano passado, Letícia participou do I Acampamento Internacional de Goalball, na cidade de Quito, Equador. Neste ano, ela conquistou, com o time brasileiro, os Jogos Parapan-Americanos de Jovens, em São Paulo, e esteve no Campeonato Mundial de Jovens, em Badaors, Hungria, onde foi medalhista de bronze. Apesar de já ser experiente, a aluna da Escola Estadual Lauro Fontoura encara com seriedade a competição escolar.

“Considero relevante a participação nas Paralimpíadas Escolares porque é uma oportunidade para mim e para outros atletas sermos vistos por técnicos de equipes e mesmo da Seleção, além da possibilidade de conquistar uma medalha, que é um sonho para todos os competidores”, comenta. Além disso, Letícia já está contando os minutos para entrar em quadra. “Minha expectativa é muito grande. Estou treinando bastante e cada dia mais ansiosa para a competição”, afirma. Além dela, compõem o time de goalball feminino de Minas Gerais as atletas Alicea Dorneles, Ana Luiza Santos e Emilly Borges.

Cliquei aqui para conferir a lista dos paratletas e profissionais mineiros convocados pra as Paralimpíadas Escolares.

Com informações da Secretaria de Estado de Esportes e assessoria da FEEMG.

Enviar para impressão