Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, de Mateus Leme, ficou com o segundo lugar na categoria. Escola Estadual João Rodrigues da Silva, de Prudente de Morais, foi a vencedora como Escola Destaque
Foi num show com instrumentos produzidos artesanalmente pelos próprios músicos da Camerata de “Ukulelê”, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e embalando a plateia tocando sucessos como “Gostava tanto de você” e “Maluco beleza” que aconteceu a cerimônia de 18ª UFMG Jovem - categoria ensino fundamental. O evento aconteceu no final da tarde de hoje, na Praça de Serviços, do campus Pampulha da UFMG.
O ambiente foi contagiado pela empolgação dos jovens pesquisadores que ansiavam pelo ranking dos premiados. Na abertura, a pró-reitora de Extensão, Benigna Maria de Oliveira, agradeceu ao público e reforçou a importância da participação das escolas na SBPC. “Este é um momento muito feliz, pois, simultaneamente aos 90 anos da UFMG, a UFMG Jovem completa 18 anos. Eventos como a SBPC Jovem e a UFMG Jovem só são tão importantes graças à presença dos alunos e professores das escolas. É isso o que torna essas atividades tão especiais”.
Foram oito premiações na categoria ensino fundamental, 1º, 2º e 3º lugares e na categoria destaque foram premiados dois trabalhos, um professor e uma escola, que também foram credenciadas para participar de feiras nacionais em 2018. A Escola Estadual João Rodrigues da Silva, do município de Prudente de Morais, foi a vencedora como ‘Escola Destaque’.
Representando a instituição, o professor Eduardo Neves fez um discurso emocionado. “Há um ano criamos a MOPEC, uma feira de iniciação científica para despertar nos alunos o interesse por temas científicos. Essa premiação é o resultado de uma aposta muito assertiva e positiva da nossa escola, pois só assim a gente acha que vai conseguir mudar nossa realidade e elevar a nossa escola ao patamar de altíssima qualidade de ensino”.
A comissão responsável pela avaliação dos trabalhos foi composta por professores, bolsistas de apoio técnico do CNPq e por alunos de pós-graduação. No processo de apuração, as notas foram somadas, em seguida, calculou-se a média aritmética simples das notas dos avaliadores, mais a nota do trabalho escrito.
O primeiro lugar foi para o trabalho Educa 3D, da Escola Palomar de Lagoa Santa. Orientado pela professora Priscilla Araujo Alcici Jorge, o projeto utiliza a tecnologia de impressão 3D como ferramenta auxiliar para o aprimoramento do aprendizado das disciplinas do campo científico. “Esse primeiro lugar é de cada um dos presentes aqui hoje. Só temos que agradecer a UFMG, pois acreditar nos jovens é a melhor forma de mudar o futuro da nossa nação. Como professora, particularmente, estar em uma feira como essa pela primeira vez é fenomenal”.
O segundo lugar ficou a Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, com o trabalho Caracterização Fitoquímica dos Tubérculos da Planta Inhame, orientado pela professora Fabíola Cristina Fonseca. “O que apresentamos hoje é fruto de um árduo trabalho de quatro anos de feira. Agradeço aos alunos envolvidos pelo capricho, dedicação e por me permitirem fazer parte da história de cada um de vocês”, frisou.
Já o trabalho “Glossinha e a Preservação de Polinizadores – O que eu tenho a ver com isso?”, com temática sobre a vida das abelhas e o processo de polinização, ficou com o terceiro lugar. Desenvolvido por estudantes, de nove anos, da Escola Municipal Professora Maria Modesta Cravo, de Belo Horizonte, o grupo teve orientação do professor Henrique Melo Franco Ribeiro. “Esse foi um projeto muito importante para os estudantes e professores. Foi a forma que nós encontramos para trabalhar o conteúdo de forma diferenciada com nossos alunos”, dividiu.
As escolas ganhadoras receberam kits com material educativo, tablet e o primeiro lugar bolsas de iniciação científica. Confira a lista dos premiados
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A ocasião contou com a presença da pró-reitora de Extensão Benigna Maria de Oliveira, a titular da Diretoria de Divulgação Científica Silvaria Sousa do Nascimento, a diretora da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG, Tânia Margarida Lima Costa, a coordenadora do programa de Popularização da Ciência e da Tecnologia do governo de Minas Gerais, Marina Pinto de Andrade e o representante do APUBH (Sindicato dos Professores de Universidades de Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco), professor Giovane de Azevedo.
Por Helvio Caldeira/UFMG (texto) e Josué Gomes/UFMG (fotos)