Diretores, especialistas, assessores e coordenadores da Educação Integral e Integrada do Ensino Médio discutiram base curricular e campos de integração na Gameleira

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) promoveu nos dias 27 e 28 de junho, no Campus Gameleira, em Belo Horizonte, encontro com diretores, especialistas e coordenadores das 44 escolas estaduais que iniciarão o Ensino Médio em tempo integral em 1º de agosto, quando a carga horária será estendida de 25 para 45 horas aula. O evento debateu como serão implementados o currículo integrado e os campos de integração curricular. As escolas atenderão 9.460 alunos.

A proposta parte da reforma do Ensino Médio, promovida pelo Ministério da Educação (MEC), que estabeleceu um prazo de um ano para que os estados se adequem à nova modalidade.

Cecília Resende elogiou o empenho das equipes das escolas que abrigarão o Ensino Médio integral. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Em Minas Gerais, as aulas serão organizadas de acordo com o resultado de uma pesquisa que ouviu todos os alunos das 44 escolas sobre quais conteúdos eles consideram mais importantes para aprofundar sua formação básica nos campos de integração curricular, que são, para o Ensino Médio, Pesquisa Inovação Tecnológica; Cultura Artes e Cidadania e Linguagens e Comunicação e Novas Mídias.

“Oferecemos um leque de ofertas possíveis para cada um desses campos”, explicou Cecília Resende, Superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da SEE, “e convidamos o coordenador, o especialista e o diretor de cada escola para estar conosco para, a partir dos resultados da consulta, ajudar a organizar a matriz curricular que será executada pelos docentes, professores efetivos e designados”. Segundo a Superintendente, o professor efetivo deverá desenvolver um projeto e, no caso do designado, um programa para cada um dos campos, que será executado por professor da educação básica.

O MEC disponibilizou recursos de R$2 mil por estudante, nos próximos quatro anos (um total para Minas de R$19.470.000,00 para Minas Gerais), através do Programa de Financiamento ao Fomento à Educação Integral, que serão distribuídos entre infraestrutura, custeio e manutenção de projetos. O professor, ao executar o currículo, poderá utilizar os recursos para, entre outras ações, contratar oficineiros, realizar trabalho de campo e projetos e providenciar a compra de materiais.

As escolas terão autonomia para definir seus currículos da base comum, desde que atendam aos desejos expressados pelos estudantes nos questionários. “Só não haverá autonomia nas aulas de Português, Matemática e Inglês, conforme determinação do MEC”, explicou Cecília.

De acordo com a superintendente, toda a mobilização das 44 escolas aprovadas pelo MEC para implantar a Educação Integral e Integrada do Ensino Médio teve início no dia 22 de fevereiro. “Nessa data, nos reunimos com diretores dessas escolas para explicar as novas bases e eles retornaram às suas comunidades com a orientação de consultar os estudantes do primeiro ano sobre o interesse em se inscrever nessa modalidade. Dessa consulta, percebemos que poderíamos ofertar vários leques em cada campo e um curso técnico profissionalizante, o que tornou a adesão significativa. Serão ofertados 44 currículos diferentes”.

Os alunos são os protagonistas, explicou Renato Lopes. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Renato Lopes, diretor do Ensino Médio da SEE, disse que todo o processo tem como objetivo que as escolas comecem no dia 1º de agosto “com toda a estrutura disponível e com todas as dúvidas sanadas sobre essa proposta. Iniciamos no ano passado, ao receber a proposta do MEC, a organização das equipes do Ensino Médio e optamos para iniciar a oferta da Educação Integral e integrada em agosto, para que tudo estivesse alinhado”.

O governo federal traçou um projeto em linhas gerais para adesão e cada estado deverá atendê-lo, se adequando às suas realidades. “Apresentamos o projeto aos alunos das escolas selecionadas, aos professores e parte administrativa, mostrando o potencial que ele oferece, e alunos aderiram. Eles são os protagonistas, o que os deixou mais interessados”.

Para Ivone

Para a assessora pedagógica da SRE Passos, Ivone da Penha Garcia Silveira, a “proposta é ampla, muito difícil, mas vem ao encontro das necessidades das várias juventudes. Atende a necessidade de mudança da escola e é o que realmente fará a diferença para que os jovens permaneçam na escola e a entendam como um espaço deles”.
Segundo Ivone, as respostas aos questionários superaram as expectativas, com uma aceitação em torno de 75% dos entrevistados. “Não fechamos ainda todos os dados, mas já temos estudantes interessados suficientes para compor 4 turmas na Escola Estadual Professora Júlia Kubistcheck. A educação profissional fez o diferencial nesse interesse”, atestou.

Rogério Alves, professor da Escola Estadual Henrique Diniz e coordenador da Escola em Tempo Integral no Estadual Central, em Belo Horizonte, considera que houve uma evolução da proposta. “Já tive experiência prática na escola Amélia de Castro e acho que esta modalidade será um modificador na vida dessas pessoas. Precisamos ajustar o fio condutor de onde chegaremos com essa proposta, são muitas as possibilidades e o campo é muito grande e fértil. Estou cheio de ideias, quero que o educando se empodere daquilo que a sociedade lhe oferece”.
Leia sobre Educação integral e integrada para o Ensino Médio nos links

https://www.educacao.mg.gov.br/component/gmg/story/8942-em-encontro-com-educadores-see-apresenta-politica-de-educacao-integral-e-integrada-para-a-juventude
https://www.educacao.mg.gov.br/component/gmg/story/8910-secretaria-sana-duvidas-e-orienta-profissionais-das-44-escolas-que-ofertarao-ensino-medio-integral
https://www.educacao.mg.gov.br/component/gmg/story/8887-coordenadores-comecam-a-atuar-em-escolas-que-ofertarao-o-ensino-medio-em-tempo-integral

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