Documentário “Nunca me sonharam”, de Cacau Rhoden, foi exibido ontem para convidados da SEE, dentre eles gestores de escolas que terão ensino médio integral, a partir de agosto
Diretores, especialistas e coordenadores das 44 escolas que vão iniciar em agosto deste ano as atividades do ensino médio integral e das outras 14 Escolas Polem, iniciativa que também será lançada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) no início do segundo semestre, participaram, ontem (26/06), da exibição coletiva do documentário “Nunca Me Sonharam”, do diretor Cacau Rhoden, seguida de uma roda de conversa, no auditório da Galeria de Artes do Colégio Pitágoras. Produzido por Maria Farinha Filmes, o documentário tem como protagonistas jovens e educadores do Ensino Médio, que falam sobre sonhos, aspirações, esperanças, frustrações e proposições de estudantes pobres e da periferia que querem ser ouvidos. Participaram da roda de conversa o diretor Cacau Rhoden, e a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo.

“Nunca me sonharam” é o título que se baseia no depoimento de um desses jovens que se sentem excluídos, anônimos em uma sociedade que não consegue entendê-los e, por isso, tornam invisíveis suas potencialidades. De acordo com o diretor Cacau Rhoden, o filme tem um propósito de colocar em todos os ambientes de diálogo e conversas a questão do ensino e qual a contribuição das juventudes para tornar a escola atraente. “O filme nasce de um desejo de a gente poder ouvir, exercitar a escuta e propor isso para o espectador, de uma sociedade que tira o protagonismo do jovem. ‘Nunca me sonharam’ é um chamado para a sociedade que precisa sonhar esses meninos. Mais legítimo que isso é impossível”, relata o diretor.
Para Macaé Evaristo, que é uma das especialistas da área de Educação que dá depoimentos no filme – única secretária de Estado do país a participar -, este é um documentário “que chama a atenção do país para a responsabilidade do setor público e da sociedade brasileira para com a juventude. “É um convite à reflexão de educadores e alunos sobre as práticas educativas”, pontua Macaé.

Para a jornalista Márcia Maria Cruz, que intermediou o debate, o documentário traz também esperanças e demonstra que a juventude já provoca uma mudança ao propor o debate sobre a escola de seus sonhos. “Desde que vi o título do filme fiquei impactada. É muito forte a ideia de que você não foi pensado, não é quisto, é duro pensar dessa forma. A ideia de sonho atravessa todo o filme, como possibilidade de transformação”, conclui.
Por Elian Oliveira
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