Encontro aconteceu no dia 13 de junho, na FaE/UFMG, e discutiu sobre desafios da Educação do Campo

Analistas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (SEE) que são referência em Educação do Campo e gestores escolares participaram, no dia 13 de junho, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG), do 2º módulo do Programa Escola da Terra. Durante o encontro, a coordenadora de Educação do Campo da SEE, Érica Fernanda Justino, fez um balanço dos avanços da política de Educação do Campo em Minas Gerais e falou da “importância da escuta dos protagonistas desse processo”.

Analistas e gestores apontaram alguns desafios das Escolas do Campo, como o quantitativo de alunos para autorização de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Médio Noturno, a flexibilização do calendário pela SEE, o transporte escolar nos períodos de chuvas, cardápio e cadastro escolar, a adequação da parte diversificada do currículo, entre outros temas.

Gestores e analistas participaram do segundo módulo  Escola da Terra. Foto de divulgação

Segundo a formadora da Escola da Terra, professora Lucy Rosane Vieira Raposo, a pauta do módulo II teve como ponto de partida a reflexão sobre Paulo Freire, em sua Pedagogia da Esperança, em que afirma que “uma das tarefas do educador ou educadora progressista, através da análise política séria e correta, é desvelar as possibilidades, não importam os obstáculos para a esperança, sem a qual pouco podemos fazer”. Em seguida, foram apresentados os cadernos das áreas de conhecimento do programa no laboratório digital da Biblioteca da UFMG, que serão utilizados pelos cursistas nas escolas inseridas no Programa.

O segundo módulo contou com a presença de analistas de Caratinga, Diamantina, Januária, Montes Claros, Teófilo Otoni e gestoras de escolas estaduais dos municípios de Bonito de Minas, Caratinga, Coração de Jesus, Francisco Sá, Itamarandiba, Januária, Minas Novas, Novo Cruzeiro, Teófilo Otoni e Ubaporanga.

O estudante Tiago de Oliveira Soares, da Escola Estadual Francisco Soares, em Minas Novas, que foi ao encontro juntamente com a gestora Tércia Lucia Rodrigues, apresentou um painel feito para o lançamento da Escola da Terra em sua unidade escolar.

“Depois de mais um encontro produtivo com o grupo, na luta pela Escola da Terra, retorno para minha comunidade repleta de esperança, na certeza de que dias melhores virão”, declarou Maria Aparecida de Souza Oliveira, gestora da Escola Estadual São José do Gibão, em Bonito de Minas.

O programa

Ação do Programa Nacional de Educação no Campo (PRONACAMPO), o Escola da Terra está presente em 13 estados brasileiros e, em Minas Gerais, é realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo (NepCampo) da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), Ministério da Educação (MEC) e municípios mineiros.

A iniciativa tem por objetivo promover a melhoria das condições de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes do campo e quilombolas em suas comunidades. Foto: Divulgação

A iniciativa tem por objetivo promover a melhoria das condições de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes do campo e quilombolas em suas comunidades. O Programa oferece apoio à formação de professores que atuam nas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental compostas por estudantes de várias idades, e em escolas de comunidades quilombolas, fortalecendo a escola como espaço de vivência.

Em Minas Gerais são reconhecidas 626 escolas do campo, que atendem aproximadamente 140 mil estudantes.

Por Elian Oliveira (ACS/SEEMG)

 

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