Durante oito meses, alunos da Escola Estadual Dom Silvério, em Crucilândia, perseguirão sete metas de preservação ambiental
A Escola Estadual Dom Silvério, localizada em Crucilândia, no território Metropolitano, desenvolveu uma série de atividades de educação ambiental do programa “Chuá – Educação Sanitária e Ambiental”. O projeto, idealizado e promovido pela Copasa, visa conscientizar estudantes sobre a necessidade de preservação do ambiente, das águas e das matas ciliares. A escola aderiu ao desafio lançado pela empresa de saneamento do estado para uma campanha com duração de oito meses, com cinco metas a serem cumpridas.
Segundo a vice-diretora da escola, Rosimare Maria de Amorim, as ações já estão em andamento. Num primeiro momento, alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, ouviram palestras sobre a situação da água no planeta e sobre o meio ambiente. Depois, eles receberam 50 mudas, que foram plantadas na comunidade de Machados, zona rural do município.

As cinco metas foram pensadas de forma a conscientizar, estimular e promover as boas práticas em consonância com a proteção ao meio ambiente. Entre as sugestões de metas, a campanha do lacre, que promete recolher, até novembro, 106 superlitros cheios de lacres de latinhas de cervejas e refrigerantes, quantidade suficiente, segundo a diretora, para a troca de uma cadeira de rodas a ser doada a instituições de atendimento a pessoas carentes. “Esperamos superar esta meta”, comenta Rosemare.
O segundo ponto, que já vem sendo praticado pelos alunos, é o recolhimento de óleo de cozinha. Pessoas mais antigas das comunidades serão chamadas para explicar sobre o aproveitamento do óleo na fabricação de sabão, impedindo que o líquido seja despejado no ambiente.


Uma feira verde promoverá a troca de mudas. “Escolheremos uma data, para que cada um dos alunos traga de casa uma muda de planta. Cada um receberá uma moeda simbólica, que servirá para compra de outras mudas, durante uma feira de mudas, com data ainda a ser definida, composta das mudas doadas”, explicou a vice-diretora. Outra feira, a do desapego, acontecerá nos mesmo moldes da feira verde, mas com produtos que os estudantes não usam mais, que serão trocados pela moeda criada no ambiente escolar.
Finalizando os trabalhos do programa, previsto para novembro, será realizada uma oficina de produção de notícias, com os alunos descrevendo todo o processo desde o início. A Copasa produzirá um mural com os relatos e impressões dos alunos.
Participam dessas atividades todos os 508 alunos da escola, que atende ao ensino fundamental e ensino médio.

Por Elian Oliveira (ACS/SEEMG)