Encontro teve como propósito compartilhar experiências entre SREs e 21 escolas de Minas Gerais

Representantes de 21 Escolas Família Agrícola (EFA), inspetores e analistas educacionais de 12 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e equipe da diretoria de Educação do Campo da Secretaria de Estado de Educação (SEE), participaram, na última segunda-feira (23/05), do I Seminário Integrador das Ações de Educação do Campo: EJA em Alternância nas Escolas Família Agrícola de Minas Gerais. O objetivo do encontro, que aconteceu no campus da Gameleira, foi promover a aproximação pedagógico/administrativa entre a SEE e as EFAs.

Foi um momento de troca de experiências e conhecimento da forma de organização dessas escolas e sua pedagogia de alternância, utilizada pela escola do campo. “Os inspetores que acompanham essas escolas alegavam que não conheciam a forma de organização e a pedagogia da alternância utilizada pelas escolas do campo. Por outro lado, os diretores das EFAs expuseram suas dificuldades no que diz respeito à escrituração, processos de seriação, reclassificação, entre outros”, explicou Érica Fernanda Justino, coordenadora estadual da Educação do Campo.

O objetivo do encontro, que aconteceu no campus da Gameleira, foi promover a aproximação pedagógico/administrativa entre a SEE e as EFAs. Foto: Divulgação

Durante o encontro, foi também discutida proposta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) desenvolvidas nas EFAs, considerando as especificidades dos sujeitos do campo. “É um projeto experimental que poderá contribuir para que o Estado elabore uma política de EJA no campo”, concluiu Érica.

Para o secretário executivo da Associação Mineira de Escolas Família Agrícola (AMEFA), Idalino Firmino dos Santos, foi um “momento único de aproximação com a SEE e SREs para discutir projetos e promover o entendimento entre parceiros”.

Pedagogia da Alternância

O objetivo das EFAs é levar a educação especializada à localidades isoladas no meio rural. Elas são administradas pelas cooperativas familiares dos agricultores e oferecem o Ensino Fundamental e o Ensino Médio nos mesmos moldes das escolas estaduais, e agora também a EJA. Além disso, incluem na grade curricular atividades relacionadas ao dia a dia no campo, como acompanhamento da safra, plantio sustentável, colheita, uso adequado de agrotóxicos, entre outros temas. Também são oferecidos cursos técnicos agrícolas certificados pelo Ministério da Educação (MEC).

A escola que atende às determinações da Lei e entrega a documentação correta dos alunos para a SEE recebe uma bolsa que é calculada a partir da per capita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Representantes de 21 Escolas Família Agrícola, inspetores e analistas educacionais de 12 SREs e equipe da diretoria de Educação do Campo participaram do Seminário. Foto: Divulgação

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