Macaé Evaristo recebeu embaixador francês no Brasil e comitiva para discutir formação de educadores bilíngues na rede estadual

A Secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, recebeu, na manhã de segunda-feira (22/05), na sede do BDMG, o embaixador da França no Brasil Laurent Bili e uma comitiva para estabelecer conversações sobre a formação de educadores e proposta de oferta do idioma francês na rede estadual de ensino. No encontro, foi apresentada a formação de um grupo de trabalho (GT) que irá mapear e discutir propostas para que os alunos das escolas públicas tenham acesso ao idioma francês, como opção de segunda língua no currículo.

Para a secretária, no momento em que o estado estrutura uma agenda de Educação Integral e Integrada, é pertinente pensar na inclusão do francês. “Entretanto, sofremos a limitação pelo número de profissionais com formação para essa inserção. Neste momento, devido às dimensões de nosso Estado, é difícil torna-lo obrigatório, uma vez que não temos quadro para suprir essa demanda”, aponta. Macaé defendeu uma agenda, a longo prazo, que possa ser trabalhada pelo GT, constituído por equipe técnica da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Secretaria da Casa Civil e Relações Institucionais, universidades no estado, e de entidades e representações francesas em Minas Gerais.

A comitiva da embaixada veio discutir a inclusão do Francês como segunda língua no currículo escolar. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

O embaixador francês Laurent Bili ponderou que a língua francesa vem adquirindo importância cada vez maior no mundo globalizado. Ele citou o crescimento das populações dos países da África francófona, e sua importância geopolítica. “Somos mais de 800 milhões falantes da língua francesa pelo mundo”, destacou o embaixador.

Segundo a Adida de Cooperação e Ação Cultural para o Estado de Minas Gerais, da Embaixada Francesa, Cristine Masson, a entidade identificou 400 professores na rede estadual com alguma formação em francês. “Nossa ideia é atualizar essa formação e contribuir na metodologia pedagógica”, aponta Cristine.

Secretária Macaé propôs ao embaidor Laurent Bili a criação de grupo de trabalho. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Kátia de Laura Borges, analista educacional da SEE, informou que a última capacitação de professores de língua francesa realizada pelo estado foi há 30 anos, priorizando as regiões com maior deficiência desses profissionais. “Naquela época ainda era ofertado o francês como segunda língua obrigatória, ao lado do inglês, e a região norte era a mais deficitária”, relata.

Hoje, segundo Kátia, foram identificados 428 professores na rede estadual com alguma capacitação em francês, sendo a maioria no norte do Estado: 300 são professores de português/francês e 128 são professores de língua portuguesa com formação em literatura francesa.

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