17 profissionais de saúde de todo estado participam de curso oferecido pelo CAPs do Instituto São Rafael
As Secretarias de Estado de Educação (SEE) e de Saúde (SES) estão capacitando fisioterapeutas e terapeutas educacionais em curso de Orientação e Mobilidade (OM). O propósito do curso é a formação de técnicos que orientem o deficiente visual sobre locomoção e a utilização de ferramentas, como a bengala, proporcionando-lhes autonomia e independência.
A capacitação de técnicos em OM é ministrada por educadores de Educação Especial, da Secretaria de Estado de Educação (SEE), no Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) do Instituto São Rafael. É direcionado a 17 profissionais da saúde, das redes estadual, municipais e privada, que atuam onde há serviço de reabilitação visual, representando 11 territórios, dos 13 em que é subdividido esse atendimento da Secretaria de Saúde em Minas.

São dois módulos num total de 40 horas aula, sendo 8 horas à distância, através de exercícios on-line. O primeiro módulo, com parte teórica, aconteceu entre 23 e 28 de abril. O segundo módulo, prático, acontece na última semana de maio.
Segundo a diretora do Instituto, Juliany Sena, a parceria é inovadora. “Estamos habituados à capacitação de professores. Nessa parceria estamos acolhendo profissionais de saúde que trabalham com deficientes visuais. Como é uma primeira experiência, é também enriquecedora para todos nós. Estamos adequando os conteúdos para um novo público”.
De acordo com Alexander Fabian Malheiros, a orientação é importante porque “quem perdeu a visão terá que reaprender a locomover, como usar a bengala, atravessar uma rua, localizar uma esquina, como subir e descer uma escada, ter segurança no andar”. Aos que já nasceram sem visão, segundo Fabian, o processo é mais complexo. “Eles precisam conhecer as formas dos objetos para depois serem inseridos no contexto da mobilidade”.
Fabian informou que a exigência da presença de técnicos em OM pelo Ministério da Saúde é recente. “Em 2012 começou a funcionar o ‘Plano Viver Sem Limites’, uma proposta do ministério destinada às pessoas portadoras de alguma deficiência, através dos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e, no caso da deficiência visual, é necessário o técnico em Orientação em Mobilidade”.
O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite foi lançado em novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612) com o objetivo de implementar novas iniciativas e intensificar ações que já eram desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência.
À época, o plano tinha ações desenvolvidas por 15 ministérios e a participação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que indicou as contribuições da sociedade civil.