Produzidos pelos povos indígenas com versão própria de suas histórias, livros foram doados pela SEE e pela UFMG
A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na praça da Liberdade, em Belo Horizonte está disponibilizando um acervo literário indígena, acessível à população em geral, pesquisadores, professores e estudantes.
O acervo – formado por 24 títulos e 32 exemplares – foi doado pela Secretaria de Estado de Educação e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem como objetivo a melhoria da acessibilidade, disponibilidade de informação e auxílio às políticas públicas no âmbito da educação escolar indígena. As obras, produzidas pelos próprios indígenas, contam suas próprias versões da história.

Os títulos estão sendo classificados e catalogados e serão distribuídos nos setores de empréstimo, ou somente para consulta, nos setores de referência e estudos ou coleções especiais. Segundo Carla Paiva, da Coordenação de Educação Indígena da SEE, a exposição das obras ao público proporciona mais subsídios a educadores, e fortalece a Lei 11.645, de 2008, que determinou a inclusão do ensino das culturas indígenas nos conteúdos curriculares das escolas.
Segundo Carla, são livros com pequenas tiragens, financiados por colaboradores como a SEE, a UFMG e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e que tratam de temáticas da própria cultura de cada etnia.
Para Alessandra Gino, diretora da Biblioteca Luiz de Bessa, o acervo é muito rico e abre mais espaço para atender a todos os públicos. “A biblioteca é um espaço público e democrático e deve atender a todos os grupos, sem distinção”. A biblioteca disponibiliza profissionais especializados para oferecer auxílio e orientação aos leitores.
Eduardo Santos Rocha, diretor de Formação e Processamento Técnico, Acervos, da Biblioteca Pública Estadual, informou que os livros que farão parte do acervo ainda passam por classificação, mas já estão disponíveis para empréstimo os seguintes títulos:
Calendário dos tempos: da aldeia Pataxó Muã Mimatxi
Conne pãnda ríthioc krenak: coisa tudo na língua krenak
Pataxó, Luciene. Com a terra construímos a nossa história
Índios Xakriabá. Iaiá Cabocla
Nem tudo que se vê se fala: ciência, crença e sabedoria Xakribá e
Kamayura, Tacumã. Moroneta kamayura: histórias kamayura.