Informações servirão para elaboração da minuta que subsidiará a construção do Plano Estadual do Livro
 
Um dos mais completos diagnósticos sobre livro e leitura no estado de Minas Gerais foi apresentado no dia 14 de dezembro na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, durante reunião do grupo de trabalho que conduz a elaboração do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de (Minas Gerais PELLLB – MG). Os dados serão utilizados para construir uma minuta do Plano Estadual, a ser discutido com toda a sociedade no ano que vem. O grupo é formado por servidores e técnicos das secretarias do estado de Educação (SEE), Cultura (SEC), e representantes da sociedade civil.
 
A previsão é de que até o final de janeiro a primeira minuta que subsidiará as discussões do Plano Estadual em toda Minas Gerais esteja pronta. “Temos a expectativa que esse plano circule o estado entre os meses de abril a julho, sendo discutido em fóruns regionais, e tramite na Assembleia  Legislativa para aprovação ainda em 2017”, explica Alessandro Menar, da Diretoria de Ensino Fundamental e Bibliotecas Escolares Mineiras, da Secretaria de Estado de Educação. 
 
O documento  apresenta  pesquisas e indicadores sobre a  realidade do livro e da leitura no Estado. Dentre as pesquisas citadas, está o diagnóstico da Câmara Mineira do Livro realizado em 2013 que reúne informações importantes a respeito da prática leitora em Minas Gerais. A  pesquisa realizada com 1.800 pessoas mostrou os motivos pelos quais elas não frequentam bibliotecas: para 45,98% é a “falta de tempo, seguido de “não gostar de ler livros” (11,83%).  Para 5,37% dos entrevistados,  as bibliotecas “não têm livros que lhes interessam”; 4,39%  preferem ler livros emprestados por amigos/familiares e 2,32% não conhecem nenhuma biblioteca.
 
Outro dado importante diz respeito à presença das livrarias em Minas Gerais : 46% das livrarias de Minas Gerais estão na capital e 54% estão no interior,  sendo 26% na região Central; 17% na Zona da Mata; 12% no Triângulo; 11% no Centro-Oeste; 8% no Rio Doce e 4% no Norte e Alto-Paranaíba e 2% no Noroeste e Jequitinhonha.
 
Nessa mesma pesquisa, questionados sobre os motivos para não ler, a razão citada predominantemente é o desinteresse/não gostar de ler (41,45%); a falta de dinheiro para adquirir livros ficou em segundo lugar (1,45%). A não existência de bibliotecas próximas representou apenas 0,96% dos motivos apresentados. 
 
Plano
 
O Livro e a Leitura no Brasil vêm sendo, nas últimas décadas, temas de incontáveis debates, sendo também alvo de investimento do Estado em programas de compra e distribuição de livros didáticos, literários e técnicos em escolas, mostra o documento apresentado no dia 14 de dezembro. Segundo o documento, “esse movimento em torno da questão expôs problemas históricos, aventou algumas soluções, tentou romper velhos conceitos, gerou outros e culminou com a estratégica união do Ministério da Educação, do Ministério da Cultura e de vários setores da sociedade em torno da construção e implantação do Plano Nacional do Livro e Leitura - o PNLL, que hoje se constitui em proposta de política de Estado no Projeto de Lei 212/2016 em tramitação no Senado Federal, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita”. 
 
Ainda conforme o documento apresentado, o  “Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Minas Gerais, PELLLB - MG estrutura-se em conformidade com o PNLL, a fim de promover a cidadania e os direitos fundamentais por meio da linguagem escrita e de seus desdobramentos. Nos moldes do Plano Nacional, o PELLLB também foi pensado em quatro eixos norteadores: democratização do acesso ao livro; formação de mediadores para incentivo à leitura; valorização institucional da leitura e o incremento do seu valor simbólico e desenvolvimento da economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento nacional, incluindo diretrizes, metas e estratégias de modo que planos de leitura sejam desenvolvidos nos  estados e municípios, com cooperação do poder público e da sociedade em geral”. 
 
O grupo de trabalho deverá  sugerir estratégias de mobilização dos diversos agentes para que a discussão do Plano em Minas Gerais atinja o maior número de pessoas possível, explica Alessandro Menar.
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