Estudantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte assistiram a um concerto do Projeto ‘Música na Educação de Jovens e Adultos’

Mais de 150 alunos de escolas estaduais públicas assistiram no último dia 21 a um concerto didático na Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (Fadecit), em Belo Horizonte, resultado do projeto “Música na Educação de Jovens e Adultos”. A iniciativa vai ao encontro da Lei 11.769/2008 que determina a música como conteúdo obrigatório na educação básica. A presença dos estudantes foi através de parceria da Fadecit, UEMG e Secretaria de Estado de Educação (SEE).

Apresentados por músicos da Escola de Música da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), o evento reuniu uma diversidade de gêneros, incluindo tango, música erudita, eletroacústica, trilha de filmes e jogos, e mesmo outras artes, como o cinema e a dança.

“O Concerto Didático representou a culminância desse projeto que apresentou propostas significativas na área de educação musical. Foi um momento rico de formação continuada, com soluções fáceis que podem ser trabalhadas em qualquer sala de aula, ao alcance dos professores. A música já faz parte da vida dos nossos estudantes e é preciso que ela adentre os muros da escola”, concluiu Fernando Rangel Pinheiro analista educacional da Secretaria de Estado de Educação (SEE).

Alunos de escolas estaduais assistiram ao concerto dos músicos da UEMG. Foto: Arquivo da UEMG

O evento foi a penúltima atividade do Projeto, voltado também à formação dos professores das escolas contempladas. Conforme relembra a coordenadora da iniciativa, Helena Lopes, professora da EsMu e do Programa de Pós-Graduação em Artes da UEMG, o Projeto representa uma estratégia na tentativa de oferecer subsídios à formação musical desses profissionais frequentemente não especializados.

“Tivemos encontros de formação com os professores. Preparamos anteriormente as músicas do concerto, além de materiais didáticos para eles entenderem e se apropriarem desse conteúdo, seja falando sobre, desenhando, dançando... O objetivo é que eles pudessem fazer essa inserção do conteúdo musical em sala, com seus alunos, de forma plural e embasada”, explica Helena Lopes.

Reforçando que não se trata apenas de uma proposta de descentralização cultural, mas efetivamente de educação musical, a professora destaca que Projeto tem como fundamento o trabalho da escuta: “A escuta é algo de todo mundo. Todo mundo escuta música. Não preciso tocar um instrumento para escutar música. Então, se eu crio um apreciador, estou contribuindo para sua educação musical, e ainda para a ampliação de seu repertório, de sua cultura. Esse trabalho traz, portanto, oportunamente, uma perspectiva real de inclusão da música na escola, num momento que se está discutindo uma lei que pode eliminar essa questão das artes em geral, no Ensino Médio”.

A última etapa do “Música na Educação de Jovens e Adultos”, iniciado em junho e com previsão de término em dezembro próximo, será um retorno de sua equipe nas escolas, a fim de conversar com os estudantes sobre a experiência do concerto e sobre o que aprenderam em sala de aula, nesse período, com os professores que participaram da formação.

Enviar para impressão