Escolas estaduais e municipais de Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, serão beneficiadas com construção de transitolândia

A coordenação das Ações de Educação Integral da Secretaria de Estado de Educação (SEE), em parceria com a Fundação Helena Antipoff e o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), promoveu, na terça-feira (23/11), no auditório da Fundação, formação em educação no trânsito. Cerca de 80 educadores das cinco escolas que compõem o polo de Educação Integral em Ibirité - as escolas estaduais Sandoval Soares de Azevedo, Yolanda Martins, dos Palmares, Gyslane de Freitas Araújo e Antônio Pinheiro Diniz – participaram da iniciativa, que é mais uma ação do programa Saúde na Escola.

Cerca de 80 educadores participaram do curso de formação para Educação para o Trânsito. Foto: Reinaldo Soares/ACS-SEE

Os educadores participantes da formação deverão elaborar projetos de educação para o trânsito a serem implementados em suas escolas a partir de 2017. A metodologia aplicada considera a capacidade pedagógica do educador, explica Roseli Fantioni, coordenadora de Educação para o Trânsito do DEER-MG, aliada a informações específicas sobre o tema. “Algumas questões pertinentes ao trânsito podem ser desconhecidas e algumas técnicas podem passar despercebidas. Caberá ao professor construir a melhor forma e um programa a ser levado à sua escola, considerando as especificidades de cada uma. O importante é que ele esteja capacitado a identificar o que é mais interessante para seu aluno e quais os focos de perigo que ele enfrenta no ir e vir de seu dia a dia”. Os projetos devem ser de longo prazo, segundo Roseli, uma vez que os desafios no trânsito mudam com o tempo e conforme a faixa etária.

Parcerias

O programa Saúde na Escola busca parcerias para promoção e prevenção da saúde. A coordenação de Educação Integral procurou aprimorar as ações de um convênio já existente entre a SEE e o DEER. Um dos resultados é a formação de educadores. “Estamos também discutindo uma parceria com a prefeitura de Ibirité, a Fundação e o DEER para a construção de uma transitolândia nos terrenos da Fundação Helena Antipoff, que servirá para lazer e educação no trânsito tanto das escolas estaduais e municipais de Ibirité como a comunidade da região”, informou a coordenadora do Saúde na Escola, Silvana Célia de Campos. A transitolândia simula uma pequena cidade com sinais e regras a serem seguidas por pedestres motoristas em espaço urbano.

A formação é resultado de parceria entre SEE, o DEER-MG e a Fundação Helena Antipoff. Foto: Reinaldo Soares/ACS-SEE

A educação para o trânsito está prevista no capítulo 6 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e determina que, no cronograma de organização de todos os órgãos oficiais que tratam de trânsito no país, deva existir uma coordenação de educação, com a finalidade de desenvolver trabalhos de qualificação, desenvolvimento, habilidades e atitudes com o objetivo de construir a cultura de trânsito seguro.

Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou que o trânsito no mundo mata mais pessoas que várias guerras ou doenças epidêmicas, como a Aids ou Ebola, explica Fantioni. Para reduzir, em 50% em uma década, a organização alertou aos órgãos de saúde de seus 140 países membros para que desenvolvam ações nesse sentido.O Brasil apoia proposição OMS que sugere uma década (2011 a 2020) de ações de segurança no trânsito.

“Nossos principais parceiros são os educadores”, resume Roseli Fantioni. “Já dispúnhamos de uma parceria com a Secretaria de Educação, e neste ano recebemos a sugestão de uma ação de capacitação e educação no polo que funciona na Fundação Antipoff, onde encontramos uma equipe extremamente motivada e mobilizada, o que é muito importante no sucesso das ações. E ainda contamos com um excelente espaço com possibilidade de construir uma transitolândia, voltada para a comunidade, onde se aprende e se diverte”.

A educação para o trânsito é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde-OMS. Foto: Reinaldo Soares/ACS-SEE

A coordenadora geral do Programa de Educação Integral e Integrada da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Rogéria Freire, ressalta a articulação com a Fundação Helena Antipoff. “Desde o ano passado estamos com ação articulada entre a coordenação de Educação Integral e Integrada e o polo da Fundação Helena Antipof, que dispõe de espaço físico privilegiado, atendendo a 850 alunos em contraturnos. O polo é composto por cinco escolas que funcionam em áreas de vulnerabilidade social e que não dispõem de espaço físico. Na Fundação, esses estudantes têm duas alimentações, entre elas o almoço com produtos fornecidos pelo programa de Agricultura Familiar. Eles desenvolvem diversas atividades esportivas, recreativas, culturais e de apoio pedagógico, no contraturno de suas aulas regulares”, informou.  

Maria do Carmo Lara, presidente da Fundação Helena Antipoff, reitera a importância de parcerias voltadas para a Educação Integral. “A educação para o trânsito é um projeto que conta com a colaboração de diversas entidades públicas e privadas. O nosso polo de Educação Integrada é o primeiro a ser formalizado em Minas Gerais e sua importância está no fato de estar numa região de mais de 120 mil habitantes e de alta vulnerabilidade social”.

A fundação leva o nome da educadora e psicóloga russa Helena Antipoff, que chegou a Minas Gerais na década de 30 para formação de professores. Ao resolver permanecer no estado, encontrou a fazenda onde criou a escola de formação de professores onde hoje funciona a fundação. O espaço conta com escolas do ensino Fundamental e Médio, com 2.400 alunos, além do atendimento ao programa de Educação Integral e Integrado de outras cinco escolas estaduais.

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