Macaé Evaristo esteve em São Paulo para seminário realizado pelo Instituto Unibanco

A secretária de Educação, Macaé Evaristo, participou nesta segunda-feira (24/10) do Seminário Gestão Escolar para Equidade – Juventude Negra, realizado pelo Instituto Unibanco e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento contou com a participação de especialistas que discutiram os desafios do acesso, da permanência e da conclusão do ensino médio com qualidade pelas juventudes negras, além de apresentar ações inovadoras já em curso no Brasil. A secretária participou da mesa “Direitos Humanos e os desafios da diversidade no Ensino Médio”, acompanhada da jornalista Flávia Oliveira, da Globonews.

A secretária falou sobre a necessidade de se pensar em políticas para a educação em um país que se estruturou em uma lógica de exclusão dos direitos da população negra, em especial do direito à educação. Ela comentou sobre a história do Brasil e do projeto de sociedade brasileira que prioriza um projeto de sociedade branca. Para isso, citou diversos exemplos, entre decretos do Brasil imperial que impediam a escolarização de jovens negros libertos até fatos atuais, como escolas de periferia sob rotinas militares ou mesmo a proposta de redução da maioridade penal. “A educação só faz sentido se estiver identificada com um projeto de sociedade e de garantia de direitos para aquelas populações que já foram excluídas de todos os seus direitos”, explicou a secretária, que ainda disse durante sua apresentação: “Não é possível pensar em educação desassociada das formas de organização sócio-política do povo.”

macae unibanco

Apesar da história de exclusão no Brasil, a secretária enfatizou o momento positivo de mobilizações que vivemos, articulado por meio de blogs, agendas da internet, de forma auto organizada e horizontal. A secretária destacou ainda o diagnóstico do governo estadual com o perfil de estudantes em Minas Gerais: dos 20 milhões de habitantes do estado, 25% são jovens 15 a 29 anos. Entre aqueles que estão na faixa etária de 15 a 17 anos, 13,8% estão fora da escola. E entre os que estão na escola, 40% estão ainda nos anos finais do ensino fundamental. “Precisamos não apenas ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola, com mais disciplinas. Precisamos da articulação de projetos, pesquisa e extensão, projetos que dialoguem com a pauta que a juventude traz pra gente”, concluiu a secretária Macaé Evaristo.

Além dela, participaram do seminário Hélio Santos, do Baobá - Fundo para Equidade Racial; Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco; Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Camila Gomes , do Coletivo MariaLab; Djamila Ribeiro, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Pablo Spinelli , estudante de Ensino Médio; Anna Helena Altenfelder, do Cenpec; Cida Bento, do CEERT; Denise Carreira, da Ação Educativa; Fabiana Carvalho, do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e Sueli Carneiro, do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

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