Educação e Fazenda iniciam o “Curso para Formação de Disseminador de Educação Fiscal”

Com o objetivo de ampliar a rede de disseminadores do Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF), a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) iniciaram no dia 22 de agosto o “Curso para Formação de Disseminador de Educação Fiscal”, com duração até o dia 28 de outubro. Participam professores, especialistas, analistas educacionais, gestores das escolas e de Superintendências Regionais de Ensino. O número de inscritos chegou a 1.700 profissionais.

Entre as metas estabelecidas pelo curso constam sensibilizar o cidadão para a função socioeconômica do tributo; oferecer conhecimentos sobre administração pública; incentivar o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos; e criar condições para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão.

O curso, que é desenvolvido na modalidade de ensino a distância, tem carga horária de 120 horas e certificação emitida pela ESAF (Escola de Administração Fazendária), com acompanhamento de tutores das duas instituições.

As atividades propostas abordam as seguintes temáticas: Educação Fiscal no Contexto Social; Relação Estado/Sociedade; Função Social dos Tributos; Gestão Democrática dos Recursos Públicos; e Educação Fiscal na Prática – Elaboração de Projetos.

A SEE destaca que a participação no referido curso, além de ampliar a formação dos educadores, poderá incrementar o desenvolvimento de ações junto à Escola Integral e Integrada, bem como poderão ser estabelecidos vínculos junto aos projetos desenvolvidos pela “Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho – DIM”, tanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA) como no Ensino Médio Noturno.

Ação intersetorial

Para Luiz Antônio Zanon, gestor do Programa de Educação Fiscal Estadual – Proefe, o atendimento à chamada para participação no curso se deve ao “envolvimento e atenção da SEE para esta proposta”.

“Os dirigentes da SEE se sensibilizaram e diretamente se envolveram na busca de soluções imediatas para que a notícia da abertura das inscrições chegasse a todas as Superintendências Regionais de Ensino do Estado em tempo hábil. O resultado foi um número expressivo de educadores inscritos, em um prazo bem reduzido”, afirmou.

Luiz Antônio ressaltou a importância da ação intersetorial articulada entre as duas secretarias. “A iniciativa foi necessária, pois possibilitará um melhor acesso a informações básicas para o aprimoramento que tanto buscamos. O acesso à informação existe, mas transformá-lo em conhecimento, em ação, depende de termos as ferramentas e orientações adequadas. Esta parceria será benéfica para toda a sociedade, pois poderemos aliar o conhecimento técnico ao conhecimento didático/pedagógico, gerando um melhor aproveitamento para todos”, argumentou.

O funcionário da SEF considera que o trabalho conjunto das secretarias possibilitará a inserção efetiva da Educação Fiscal no cotidiano da sociedade, pois sua inserção nas escolas é o passo básico para que seja difundida entre as famílias, por meio da informação aos alunos desde os anos iniciais.

“Fazer parte do dia a dia da comunidade escolar é uma forma de empoderamento social. Reafirmamos que a Educação Fiscal já existe e participa de vários projetos nas escolas, o que necessitamos é ampliar e institucionalizar, efetivamente, uma parceria que gerará ganhos para todos os envolvidos”, finalizou Luiz Antônio.

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