Cinco oficinas serão oferecidas a alunos da Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa, em Santa Luzia

Jovens do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa, em Santa Luzia, reuniram-se, nesta sexta-feira (5/8), com professores, pais e comunidade para decidir sobre as oficinas que serão ministradas durante esse segundo semestre, atividades que vão integrar o Programa Jovens Urbanos.

Foram escolhidas oficinas de música, grafite, fotografia, dança e paisagismo, que se iniciam no dia 22 de agosto. Após seis encontros, de duas horas cada um, os resultados deverão ser apresentados em encontro público, durante a campanha da Virada Educação, em 17 de setembro.

Alunos discutem oficinas para do Jovens Urbanos. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

A decisão da temática foi tomada após rodas de conversa onde alunos de diversas turmas se reuniram para discutir o que gostariam de estar aprendendo na escola. A intenção, segundo Fernanda Zanelli, coordenadora do Programa, representante da Fundação Itaú Social, entidade parceira da Secretaria de Estado de Educação (SEE), é reunir jovens, professores, direção da escola, Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e SEE para que possam decidir, em conjunto, como realizar as oficinas apontadas pelos jovens estudantes.

O Programa é voltado para a Educação Integral, “entendendo como ‘integral’ não a questão do tempo, mas o jovem em sua integralidade”, explica Fernanda Zanelli. Segundo ela, é preciso estudar as linguagens que combinem identidade da escola e dos estudantes para que possam escolher a melhor proposta e que esta tenha continuidade.

As rodas de conversa levantaram as propostas de oficinas. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

A metodologia teve início com apresentação de vídeo sobre uma comunidade escolar que se envolveu com essa proposta e suas experiências em oficina. Após explicação do projeto, foram formados grupos de alunos e outro de professores, gestores e comunidade. Através de um diagrama, cada grupo ponderou suas percepções da escola e a metodologia de ensino e sistematizaram quais oficinas seriam mais interessantes. “É importante frisar que a escolha é da juventude e os demais atores contribuem oferecendo formas de viabilização dessas opções”, explica Talize Melo, consultora da equipe. Ao final da dinâmica de grupo, um representante de cada é escolhido para apresentar e defender a proposta.

Orientações

O processo na Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa passou por uma conversa com os representantes de turma que receberam orientações sobre o Programa Jovens Urbanos e repassaram aos seus colegas de turma. Os que se interessaram se inscreveram e participaram das preparações iniciais. Cada uma das nove escolas selecionadas para implementação do Programa terá direito a cinco oficinas, com 100 alunos em cada uma.

O Programa Jovens Urbanos, desenvolve, implementa e dissemina tecnologias de trabalho com juventude por meio de processos de formação de profissionais que atuam com o público jovem, amparados nos conceitos: ampliação de repertório, inserção produtiva e participação na vida pública, além de contribuir para que esses jovens concluam o Ensino Médio e tenham acesso ao Ensino Superior.

Seus idealizadores defendem a pluralidade das práticas e conceitos em relação à juventude. Segundo apresentação produzida pelas equipes da Fundação Itaú Social e Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ações Comunitárias (CENPEC) durante a capacitação, em 2014, 20% dos brasileiros (34 milhões) tinham idade entre 15 e 24 anos, sendo que 84,8% viviam em áreas urbanas. 38% desses jovens estavam no Ensino Médio, 13% tinham acesso ao ensino superior, sendo que somente 4% de baixa renda e 58% viviam em famílias com rendimentos inferiores ao salário mínimo. A proposta é fazer com que se sintam autônomos para construir sua própria história. Fortalecer políticas públicas, instituições e redes locais que têm objetivo de aprimorar as condições de desenvolvimento desses jovens.

Roda de capoeira abriu os trabalhos dos Jovens Urbanos. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Em julho, especialistas, diretores e educadores das três Superintendências Regionais de Ensino Metropolitanas (A,B e C) participaram de capacitação para acolher em dez escolas estaduais o Programa Jovens Urbanos, uma iniciativa da Fundação Itaú Social sob coordenação técnica de equipes do CENPEC, criado em 2004.

Houve grande envolvimento dos alunos da EE Geraldo Teixeira da Costa. Elian Oliveira/ACS-SEE

Os critérios de seleção dessas escolas levaram em conta o maior adensamento de matrículas no ensino médio, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), e a localização em regiões com vulnerabilidade social.

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