A Secretaria de Estado de Educação já divulgou os nomes dos vencedores do Prêmio Lúcia Casasanta 2003. São eles: em 1º lugar, o trabalho Escola com Poesia – Laboratório de Fantasia, da professora Margareth Assis Marinho, do Instituto Estadual de Educação de Juiz de Fora; em segundo lugar, o trabalho Alfabetizar sem Medo, da professora Juliana Leite Guerreiro Arruda, da Escola Municipal Manoel Monteiro, de São Lourenço/MG; e em 3º lugar foi classificado o trabalho Ciranda da Alfabetização, de autoria da professora Maria do Carmo Silva, da Escola Municipal Padre Vicente Assunção, de Carmópolis de Minas.

A entrega do Prêmio será realizada no dia 2 de dezembro, às 20 horas, na Serraria Souza Pinto, durante a abertura do Congresso Estadual de Alfabetização, promovido pela Secretaria de Estado de Educação. Os classificados em 1º, 2º e 3º lugares receberão, R$ 5, 3 e 2 mil, respectivamente. As escolas onde atuam também serão premiadas.

Concorreram ao prêmio, 63 professores, que lecionam em turmas do ciclo básico e 1º ano do ciclo intermediário, ou em turmas da 1ª à 4ª séries do Ensino Fundamental, em escolas da rede pública estadual ou municipais. O objetivo do Lúcia Casasanta é reconhecer o mérito dos educadores que se destacam no trabalho pedagógico com turmas de alfabetização, pelo esforço, criatividade e sucesso alcançado na aprendizagem dos alunos.

Trabalhos vencedores

O primeiro colocado, Escola com Poesia – Laboratório de Fantasia, da professora Margareth Assis Marinho, estimulou os alunos a conhecerem e produzirem poesias. Ele é desenvolvido com turmas de 4ª série e trabalha a poesia como agente transformador criativo. Os principais objetivos são: despertar na criança a emoção poética; desenvolver a linguagem oral e a escrita e estimular a imaginação e a criatividade.

A professora teve a preocupação de levar ao conhecimento dos alunos obras de poetas como Carlos Drummond de Andrade, José Paulo Paes, Manuel Bandeira e Fernando Pessoa; músicas de Vinícius de Moraes, Gonzaguinha e Chico Buarque. Outras atividades enriqueceram o trabalho como a Gincana Literária, o Sarau Poético e o Carrossel de Poesias. Os alunos participaram de concursos locais e nacionais. Além disso, dois livros foram editados com recursos da escola.

Em segundo lugar, ficou o Alfabetizar sem Medo, da professora Juliana Leite Guerreiro Arruda. O trabalho de alfabetização foi desenvolvido numa classe bastante heterogênea, de crianças de baixo poder aquisitivo, com idade entre seis e nove anos.

Neste trabalho, a professora se preocupa com o desenvolvimento integral dos alunos, com ênfase na convivência social, valorização do potencial de cada um e a elevação do nível de auto-estima, condições indispensáveis ao sucesso na aprendizagem.

O terceiro lugar, Ciranda da Alfabetização, da professora Maria do Carmo Silva, é um processo de alfabetização desenvolvido em uma turma de primeira série. A partir do diagnóstico realizado pela professora, utilizando estratégias e atividades variadas, constatou-se que os alunos apenas reconheciam o alfabeto na seqüência, isto é, não apresentavam conhecimentos sobre os fonemas. Desse modo, a professora sentiu a necessidade de trabalhar a alfabetização visando a aquisição da leitura e da escrita em diferentes contextos sociais, por isso, ela desenvolve sua proposta metodológica, utilizando diferentes textos preparados coletivamente de modo a facilitar a aprendizagem e a fixação de cada letra/fonema.

Prêmio

O Prêmio Lúcia Casasanta foi instituído pela Secretaria de Educação em 1997. Recebeu este nome em homenagem à educadora mineira, autora de livros infantis clássicos como Os Três Porquinhos e a coleção As Mais Belas Histórias, considerados um marco na alfabetização de muitas gerações em Minas Gerais.

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

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