Encontro nesta segunda-feira debateu a diversidade sexual no ambiente educacional

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) participou nesta segunda-feira (11) da Roda de Conversa “Escola para todas e todos: Compreendendo as discussões de gênero e diversidade no ambiente educacional”, evento que aconteceu na Plenária, do Prédio Minas. O encontro fez parte da “1ª Semana da Diversidade Sexual e da Cidadania LGBT”, que objetiva dar visibilidade à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e à luta contra a discriminação, a violência e a homofobia.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), a programação da “1ª Semana da Diversidade Sexual e da Cidadania LGBT” foi construída com a participação da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE, por meio da Coordenação de Gênero e Diversidade da SEE, pertencente à Coordenação de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, e de outras secretarias de Estado e em parceria com o Centro de Luta Livre Orientação Sexual (Cellos/MG) e movimentos populares. As atividades se estendem até o dia 15 deste mês.

A Roda de Conversa contou com as presenças das coordenadoras de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, Kessiane Goulart, e de Gênero e Diversidade da SEE, Dalcira Ferrão; do subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Sedpac, Leonardo Nader; e do ativista do Cellos e professor de filosofia Thiago Costa.

Evento visa dar visibilidade à população de LGBTs e à luta contra a discriminação. Foto: Reinaldo Soares/ ACS SEE

Segundo Dalcira Ferrão, o objetivo do evento é sensibilizar gestores e técnicos da SEE para a importância de se debater e abordar as temáticas de gênero e diversidade no ambiente educacional. “Estamos em fase de planejamento de ações voltadas para professores, diretores e demais integrantes do corpo educacional da SEE, no intuito de instrumentalizar e respaldar a prática destes profissionais em relação a estas temáticas”, explica a coordenadora.

Para Dalcira, a escola acaba reproduzindo muito dos preconceitos já existentes em nossa sociedade e que as pautas das diversidades “ainda estão longe de serem bem vistas e aceitas”. “Daí a necessidade de se trabalhar e compreender estas discussões no ambiente educacional, enquanto estratégia para se combater e enfrentar as diversas violências e opressões que grupos em situação de vulnerabilidade sofrem, não somente em nossas escolas, mas na sociedade como um todo. A escola tem papel fundamental na formação de cidadãs e cidadãos que respeitem as diferenças e na construção de uma perspectiva plural”, ressalta a educadora.

Ela informa também que está em fase final de construção pela SEE do Projeto “Iguais na Diferença”, que tem o propósito de desenvolver ações de formação e de intervenção nas escolas estaduais com as temáticas de gênero e diversidade. “É importante que a escola não seja negligente e conivente com qualquer tipo de violação de direitos em decorrência da orientação sexual ou identidade de gênero. Defender os direitos da população LGBT, de mulheres, negros e negras, pessoas em situação de rua, entre outros grupos, é defender a Educação em Direitos Humanos”, enfatiza Dalcira.

Na opinião de Leonardo Nader, existe um movimento político em nosso país tentando limitar a discussão de gênero e diversidade sexual nas salas de aulas. “Isso é preocupante. Querem tolher as liberdades e promover a perseguição no ambiente escolar. As pessoas fingem que esses grupos não existem”, afirma.

Exposição fotográfica e festival de filmes LGBT estão entre as atrações da “1ª Semana da Diversidade Sexual”. Foto: Osvaldo Afonso/Imprensa MG

O subsecretário da Sedpac defende uma ampla discussão, de forma didática e coerente, não só nas escolas, mas em todos os segmentos da sociedade, a fim de propor o combate ao preconceito e à discriminação contra o público LGBT. “No caso específico do ambiente escolar, caso o aluno não seja recebido adequadamente, serão criados graves problemas psicológicos e dificuldades em sua aprendizagem”, alerta Leonardo.

O ativista da Cellos Thiago Costa frisa que “as escolas atualmente não estão preparadas para receber o aluno diferente”. “Temos que tratar a diversidade nas salas de aulas para que nossos alunos sejam bem acolhidos e não expulsos, como acontece muitas das vezes”, destaca Thiago, acrescentando que no Plano Estadual de Educação ficou garantido, nas etapas de participação popular, a inclusão da temática de gênero.

Confira AQUI a programação completa

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