Textos produzidos em sala de aula dão origem a jornais e livros literários

Rosália Belmira Santos de Oliveira tem nove anos, gosta cachorros e é aluna da Escola Estadual Felisberto Alves Carrijo, em Uberlândia. A estudante do 4º ano do Ensino Fundamental também adora ler e escrever e foram todas essas características que fizeram com que ela tivesse um de seus textos publicados em um livro. Fruto de um projeto realizado pela escola, o livro “Um lápis, mil ideias” reúne textos produzidos pelos alunos do Ensino Fundamental durante as aulas.

“Escrevi um texto sobre um cachorro que não gostava de ratos. Eu tenho um cachorro e foi isso que me inspirou”, revela Rosália. Ela também conta o que achou de ter sua história publicada em um livro. “É muito legal. Todo mundo leu o que eu escrevi e falou que a história ficou muito boa”.

Em evento realizado pela escola, estudantes têm a oportunidade de autografar seus livros. Foto: Arquivo Escola

 

O projeto, que tem o mesmo nome do livro, estimula os alunos a produzirem textos ao longo do ano. “Nas aulas de Língua Portuguesa, os alunos produzem textos em um caderno específico para isso e no final selecionamos os que irão fazer parte do livro. É uma festa, porque fazemos o lançamento e os alunos dão até autógrafo”, afirma a diretora da escola, Divina Rosália Castelar Brito.

Na escola, as ações com foco na leitura e na produção de texto também ganham espaço com os alunos do Ensino Médio. A turma da aluna do 2º ano do Ensino Médio, Juliene Rosa da Silva, produziu o jornal intitulado “Expresso News”. A publicação reuniu notícias sobre esporte, cultura, culinária, entre outros.

A estudante Rosália teve a oportunidade de ler o texto que escreveu para a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo. Foto: Geanine Nogueira/ ACS SEE

 

O grupo de Juliene ficou responsável por escrever a notícia sobre acidentes de trânsito. “A professora dividiu a turma em grupos e cada um ficou responsável por um assunto. Nossa notícia foi sobre os acidentes de trânsito em Uberlândia. Levantamos dados e as causas dos acidentes para produzir os textos”, conta a estudante.

Para Juliene, o texto jornalístico é diferente das redações que produz na sala de aula. “Achei muito interessante. Tivemos que fazer um pouco mais de pesquisa e como fizemos o trabalho em grupo cada um colocou sua opinião e tivemos a oportunidade de debater mais”.

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