Projeto de Educação Integral da Fundação Helena Antipoff atende 850 alunos do Ensino Fundamental

A Fundação Helena Antipoff (FHA), no município de Ibirité, Território Metropolitano, promoveu no último dia 23/06, em sua sede, uma confraternização entre os alunos do projeto de Educação Integral Escola de Helena, na qual a comunidade escolar pôde desfrutar de uma festa junina típica, com quadrilhas, barraquinhas, pipoca, quentão, caldos e canjicas. Também estiveram presentes ao evento diretores, professores e familiares dos estudantes.

A FHA atende no projeto de Educação Integral Escola de Helena 850 estudantes dos anos iniciais e dos anos finais do Ensino Fundamental e em sua escola Sandoval Soares de Azevedo 2.500 alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A instituição é parceira da Secretaria de Estado de Educação (SEE), disponibilizando suas dependências para que alunos das escolas estaduais do município, Antônio Pinheiro Diniz, Yolanda Martins, Gislaine de Freitas Araújo e escola dos Palmares possam usufruir de sua infraestrutura. Estes educandários compõem o polo de Educação Integral.

Comunidade escolar participou da festa junina promovida pela Escola de Helena. Foto: Divulgação

A presidente da FHA, Maria do Carmo Lara, enalteceu a “dedicação e comprometimento dos professores” na formação dos alunos da Educação Integral, ao mesmo tempo em que realçou a necessidade de continuar trabalhando na melhoria constante da qualidade de ensino. “A Educação Integral visa o desenvolvimento do estudante em todas as suas dimensões. Para se ter um ambiente propício, o aluno deve ser formado não só do ponto de vista intelectual, mas também considerando seus aspectos afetivo, social e físico. Para que isso ocorra, é preciso que haja uma integração de tempos e espaços, com a inclusão de diversos atores no processo educativo”, argumentou Maria do Carmo, ressaltando que a Educação Integral é aquela “em que cidadãos se envolvem e compartilham saberes, dentro ou fora da escola”.

A presidente disse ainda que a Educação Integral proporciona a integração entre escola e comunidade. “É fundamental para nós fazermos com que as pessoas da comunidade escolar e de seu entorno se empoderem desse espaço. Trabalhamos com o conceito de aprender com prazer e ludicidade”, concluiu.

Escola Sandoval Soares de Azevedo possui 2.500 estudantes matriculados no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Foto: Divulgação

Indivíduo ‘ominilateral’

Para o coordenador pedagógico da instituição, Wanderson Cleres, a concepção de Educação Integral é dialógica e muda o mundo e a realidade. “A Fundação acredita numa educação em que as partes dialogam. Nada está pronto e acabado. Trabalhamos com o coletivo e com a concepção do indivíduo ‘ominilateral’. Penso que nossa educação dever ser emancipadora. Estamos impactando positivamente não só os estudantes, com nossas ações de Educação Integral e Integrada, mas também a comunidade do entorno da escola e do município de Ibirité”, frisou Wanderson.

As coordenadoras do projeto de Educação Integral, professoras Selma Maria Andrade e Franciele Novelo, destacaram o envolvimento e a integração dos estudantes e professores na interdisciplinaridade e no desenvolvimento das temáticas trabalhadas. Elas disseram que o projeto político-pedagógico é elaborado por toda a comunidade escolar, “refletindo a importância e a complementariedade dos saberes acadêmicos e comunitários”.

Fundação Helena Antipoff trabalha com o conceito de aprender com prazer e ludicidade. Foto: Divulgação

Educação que transforma

De acordo com a mãe do aluno da Escola Sandoval Soares de Azevedo, Thiago Mateus, de 12 anos, Míriam Brito Nonato, mais do que a melhora no rendimento escolar, a Educação Integral possibilita que os alunos e pais ganhem em qualidade de vida, induz a uma convivência familiar harmoniosa, além de transformar comportamentos dos adolescentes. “Sou agradecida à Fundação Helena Antipoff pela qualidade de seu ensino. Meu filho tinha problemas no que diz respeito à convivência com o próximo. Por ser filho único, tinha muitas dificuldades de compartilhar. Depois que entrou para a Escola de Helena, mudou seu jeito de ser. Atualmente, é solidário e aprendeu a dividir suas coisas. Um exemplo disso foi quando chegou em casa e me perguntou se ele poderia dar um agasalho, que já não lhe servia, para um colega que precisava. Isto me emocionou”, comentou a mãe do aluno.

A FHA possui também em suas dependências a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), a Clínica de Psicologia Edouard Claparède, as Oficinas Pedagógicas Caio Martins, a biblioteca comunitária, telecentros de inclusão digital, o Memorial Helena Antipoff, campo de futebol e produção e venda de plantas do horto e da flora.

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