Nome foi escolhido por votação através da página oficial da Secretaria de Educação no Facebook

A enquete realizada pela Secretaria de Estado de Educação para a escolha do nome do programa voltado à criação de Núcleos de Pesquisa e Estudos africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora chegou ao fim e teve como escolhido “Ubuntu: educando para as relações étnico-raciais”. O nome foi sugerido pela professora de Sociologia da Escola Estadual Mário Porto, em Uberlândia, Maria Laura Pacheco da Silva. A enquete foi realizada na página oficial da Secretaria de Estado de Educação no Facebook, entre os dias 30 de maio e 06 de junho.

Segundo a educadora, a sugestão se deu pelo significado da palavra, que é de origem africana. “Foi por causa do significado, que é ‘Sou o que sou pelo que nós somos’, lembra a coletividade e eu pensei nesse aspecto. Tem tudo a ver com a temática que será trabalhada”, destaca Maria Laura.

Ao todo, foram recebidos 354 votos, sendo 225 para “Ubuntu: educando para as relações étnico-raciais”, 81 para “Baobá: para que todos se lembrem”, 43 para “Oju Odara: Olhos de ver o bem”, 03 para “OJI: Portador de presentes” e 02 para “KUNTO: Terceira criança”.

A superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino, Iara Félix Viana, agradeceu a participação da comunidade escolar no processo. “A Secretaria de Estado de Educação, por meio da Superintendência de Modalidades e Temáticas Especiais, agradece imensamente a excelente participação de todos (as), no processo de construção da identidade dos Núcleos de Pesquisa e Estudos Africanos, Afrobrasileiros e da Diáspora. O primeiro passo foi estimular as escolas e as comunidades a encaminharem para a SEE sugestões de nomes para a iniciativa. Agora, chegou o momento de parabenizar a indicação vencedora : Ubuntu - educando para as relações étnico-raciais”.

Núcleos de Pesquisa e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora

A Secretaria, por meio da Coordenação de Educação Quilombola e Educação das Relações Étnico-raciais da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica, deu início, este ano, ao processo de criação dos Núcleos de Pesquisa e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora.

Os Núcleos funcionarão nas 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs), com previsão de criação de cinco por regional e serão abrigados em escolas chamadas de “Escolas Polo”. Os trabalhos dos Núcleos serão acompanhados por um docente e um pedagogo vinculados às escolas. Esses profissionais irão compor a coordenação pedagógica do Núcleo a serem selecionados por edital específico, com lançamento previsto para este mês.

O objetivo dos Núcleos é potencializar o desenvolvimento intelectual, social e acadêmico dos jovens do Ensino Médio das escolas estaduais de Minas Gerais e favorecer a efetiva implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08. A ação integra a agenda da Campanha Afroconsciência.

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