As atividades do programa são desenvolvidas nos finais de semana, valorizando a construção de uma cultura de paz
Com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade da educação, a inclusão social e o fortalecimento dos laços entre escola e comunidade, o Programa Escola Aberta avança em Minas Gerais e já conta com a adesão de 1.544 escolas inscritas em 582 municípios do Estado. O programa visa proporcionar aos estudantes da educação básica de escolas estaduais e às suas comunidades espaços alternativos nos finais de semana para a realização de atividades educativas, culturais, esportivas, de lazer, e também de formação inicial para o trabalho e geração de renda.
O Programa Escola Aberta tem contribuído ainda para a redução da violência escolar em unidades localizadas em regiões de risco e vulnerabilidade social. As atividades são organizadas no formato de oficinas, palestras e cursos, sendo supervisionadas por uma equipe local formada por integrantes da escola e da comunidade. As pessoas e instituições envolvidas nos trabalhos atuam de forma voluntária, com a orientação da Secretaria de Estado de Educação (SEE).

A analista educacional Kellen Senra, que atua na execução do programa, diz que as estratégias adotadas visam inserir os valores da comunidade dentro da escola. “O Escola Aberta é uma ação coletiva entre a unidade escolar e o entorno da comunidade. Buscamos esse envolvimento através das parcerias com as instituições do município que desejam contribuir para o enriquecimento da educação”, afirma Kellen.
Segundo a analista, ao trazer as experiências das comunidades para serem compartilhadas com os estudantes, a escola passa a ser construída com a identidade e a realidade destes territórios. “Isto cria mais credibilidade. A gestão da escola vai buscar entre as instituições do município os oficineiros voluntários que desenvolvem as atividades junto com o grupo da escola”, explica.
Kellen Senra conta que todas as escolas que se inscreveram para participar do Programa Escola Aberta foram contempladas. “Desde que estejam dispostas a abrir nos finais de semana e vislumbrem esta necessidade de aproximação e diálogo com a comunidade, as escolas serão selecionadas para o Programa. Temos incentivado os diretores a aderir ao Escola Aberta na busca de uma educação participativa, que promova a cidadania dos estudantes”, ressalta. A SEE está em processo de levantamento de dados para a abertura de adesão ao Programa para o segundo semestre.
A Secretaria já repassou cerca de R$ 7 milhões em recursos para o Escola Aberta, o que representam 50% do previsto para as ações que estão sendo desenvolvidas no período de fevereiro a julho deste ano.

Experiências bem-sucedidas
O Programa Escola Aberta contagia a comunidade escolar de Itapecerica, no Território Oeste do Estado. O diretor da Escola Estadual Padre Herculano Paz, Kennedy Basílio Ribeiro, afirma que os resultados colhidos com a adesão ao programa são gratificantes. “Os alunos e seus familiares, bem como diversas instituições da comunidade, estão engajados em construir espaços de cidadania, baseando-se na solidariedade, no diálogo e no voluntariado. Isso sim é educação transformadora”, enfatiza.
De acordo com Regiane Teixeira Marcos, diretora da Escola Estadual Professor Soares Ferreira, do município de Mariana, no Território Metropolitano, o programa Escola Aberta amplia a relação da escola com a comunidade, por meio da troca de conhecimentos, tornando-se mais inclusiva na sua ação educativa. “Abrir as portas à participação de familiares e da comunidade ajuda os alunos a obter êxito na aprendizagem e colabora para diminuir a evasão e a violência”, afirma.
Já a diretora da Escola Estadual Dora Matarazzo, Maria Eugênia Ferreira de Sá, do município de Lavras, no Território Sul, destaca que o programa reduziu o alto índice de violência no bairro em que a escola está situada. “O educandário vinha sofrendo constantes depredações. Mas a partir da implantação do Escola Aberta observamos ótimos resultados no que diz respeito à conservação do patrimônio público. Também foi eliminada a ociosidade entre os estudantes e jovens da comunidade, devido ao leque de oportunidades de entretenimento que foi oferecido com as oficinas”, conclui.
