Evento acontece em Belo Horizonte de 03 a 05/05
Minas Gerais tem pelo menos três centenas de municípios com apenas uma escola. Em muitos deles, a unidade de ensino é o único equipamento público disponível à população. Como abrir esse espaço a toda a comunidade e ao mesmo tempo torná-lo referência de ações de cidadania?
Esse desafio foi reforçado pela secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, durante palestra ministrada durante o 33º Congresso Mineiro de Municípios, nesta quarta-feira (04/5) no Expominas, em Belo Horizonte.
Falando sobre o tema Escola Integral – Desigualdades Educacionais e Sociais, Macaé fez uma explanação da evolução do direito à Educação no Brasil e como essa conquista é recente. Traçando uma linha do tempo, a secretária demonstrou que o Brasil foi um dos últimos países a garantir a universalidade do ensino fundamental em toda a América Latina e que a discussão desse direito ainda é bastante incipiente e tímida.

Macaé conclamou os educadores e a sociedade em geral a defenderem a educação em todas as suas instâncias e apresentou números do analfabetismo entre jovens e adultos em Minas Gerais, que são alarmantes em algumas regiões, chegando a ¼ da população.
Em defesa da Escola Integral como meio de mobilização de todos os atores sociais, a secretária apontou o desafio de superação de desigualdades contida na proposta. “A construção do direito da formação integral deve ter como princípio o respeito ao tempo de vida e de aprendizado da juventude. A flexibilização do tempo, na lógica de novas formas de organização do trabalho escolar, permite que outros agentes culturais, patrimoniais e humanos integrem e participem desse processo de forma coletiva”, argumentou.
A secretária falou ainda sobre as 20 metas dos planos Nacional, Estaduais e Municipais de Educação de forma geral, mas dedicou atenção especial, entre outros conteúdos, ao financiamento (meta 20) que está vinculado a outras legislações. Lembrou que é preciso assegurar os investimentos no pré-sal, uma vez “que há uma movimentação no Congresso no sentido de mudar legislação recentemente aprovada garantindo que os recursos da exploração e extração do petróleo sejam repassados à Educação”.