Secretária Macaé Evaristo participa de encontro com diretores e professores em Cataguases
A secretária de Educação, Macaé Evaristo, participou de uma roda de conversa com diretores e professores que integram o programa Educação Integral, na Superintendência Regional de Ensino Leopoldina. O encontro aconteceu no último sábado (30/4) no Centro Cultural Humberto Mauro, em Cataguases, durante o curso “Docência em Educação Integral”, oferecido pela ONG Territórios, Educação Integral e Cidadania (Teia/UFMG) em parceria com a Secretaria de Educação e o Ministério da Educação.
Na ocasião, Macaé defendeu uma concepção contemporânea de Educação Integral onde a escola se abra a outros atores e equipamentos públicos na comunidade, dialogando com outras políticas públicas. “Para se educar integralmente é preciso dialogar com as outras políticas públicas em campos como da saúde, da cultura, da assistência social, entre outros, mas é fundamental compreender crianças e jovens como sujeitos e não como aluno homogêneo, estereotipado. Pensar territórios, suas famílias, seus quintais, pensar em outros espaços públicos onde a juventude transite”, defendeu a secretária.

A ideia, segundo Levindo Diniz Carvalho, professor da Faculdade de Educação da UFMG, que ministra o curso, é provocar os professores que estão à frente dessa atividade à reflexão sobre concepção e práticas na implantação da Educação Integral. “Convidamos diretores das escolas, mesmo que não sejam cursistas, para que participem das atividades presenciais e acompanhem as discussões, aproximando a realidade de suas escolas com os debates promovidos durante o curso”.
Levindo Carvalho pontua que a proposta é construir um percurso formativo para que os alunos possam conhecer pensares diferentes, outras experiências e histórias de Educação Integral em suas diferentes concepções e modelos, atendendo ao desafio concreto da experiência que terão na escola no processo de construção do programa.

Para o curso Docência em Educação Integral foram oferecidas 600 vagas, para as SREs Metropolitanas A, B e C, Leopoldina e Montes Claros, no primeiro semestre, sendo 100 para a SRE Leopoldina. São 180 horas de aulas presenciais e a distância, destinadas a professores que atuam na Educação Integral.
A Educação Integral tem a escola como a centralidade do programa, entretanto envolve outros equipamentos como museus, cinemas e clubes. É uma metodologia de usufruir de outros equipamentos da cidade. “Precisamos devolver as crianças às ruas de suas cidades para que ocupem esses espaços públicos”, recomenda Levindo Carvalho.

Para a coordenadora de Ações de Educação Integral da SEE, Rogéria Figueiredo, o curso tem como objetivo entender a amplitude da concepção da Educação integral. “Trás no bojo a concepção de cidade educadora, dos territórios educativos e de cidadania.”