Ato Público foi realizado nesta sexta-feira (08/04) na Cidade Administrativa, com a participação da secretária de Educação Macaé Evaristo

Celebrar as conquistas do último ano, mostrar ações desenvolvidas pelas Escolas Família Agrícola (EFAs) e construir uma rede intersetorial com secretarias e órgãos de governo para fortalecimento do trabalho realizado por essas unidades de educação do campo no Estado. Foi com esses objetivos que a Associação Mineira das Escolas Família Agrícola (AMEFA) realizou o ato público “Tecendo Redes e Celebrando conquistas”, na tarde desta sexta-feira (08/04), na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, com a presença de estudantes, educadores, trabalhadores do campo e representantes de movimentos sociais e do Governo do Estado.

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As escolas família agrícola são unidades educacionais, sem fins lucrativos, formadas por associações de famílias camponesas e agricultores, e que recebem o apoio do Governo do Estado por meio de recursos para sua operacionalização. A secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, participou desse encontro e reafirmou o compromisso da Secretaria de Estado de Educação com o fortalecimento das escolas do campo e também o reconhecimento da AMEFA como uma associação estratégica no desenho da educação no campo. “Esse encontro é um momento importante para refletir sobre os avanços e também de olhar pra frente, fortalecer para dar novos passos. Quero sinalizar dois aspectos importantes: a garantia da formação técnica profissional da juventude do campo e o acesso à educação daqueles que antes não tiveram oportunidade, por meio da Educação de Jovens e Adultos”, salientou a secretária.

O presidente da AMEFA, José Antônio Rodrigues, destacou a importância do diálogo que foi estabelecido junto ao Governo do Estado desde o início do ano passado, que fortaleceu o trabalho das EFAs. “Nos sentimos acolhidos pela Secretaria de Educação, o que nos possibilitou até mesmo a conquista do aumento no repasse de recursos às EFAs”, relatou. Em 2015, o valor repassado foi de R$ 6,2 milhões, 26% maior do que no ano anterior. O recurso serve para auxiliar o pagamento da folha de pessoal, alimentação dos estudantes, entre outras despesas. “Essas escolas são muito importantes para a gente, porque podemos formar cidadãos e profissionais, além de valorizar a figura do jovem e do trabalhador do campo. Ficamos orgulhosos em ver nossos filhos sendo aprovados em concursos e em vestibulares em universidades públicas”, salienta o presidente da AMEFA.

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Escolas Família Agrícola

Atualmente em Minas Gerais existem 21 escolas família agrícola em funcionamento, atendendo cerca de 2 mil estudantes de mais de 1.200 comunidades. A primeira EFA foi implantada no município de Muriaé, na Zona da Mata, em 1983. Hoje o modelo está presente também nas regiões do Vale do Jequitinhonha, Norte, Mucuri e Sul do Estado.

O objetivo das EFAs é levar a educação especializada a localidades isoladas no meio rural. Elas são administradas pelas associações de familiares dos agricultores e oferecem o ensino fundamental e médio nos mesmos moldes das escolas estaduais. Além disso, inclui na grade curricular atividades relacionadas ao dia a dia no campo, como acompanhamento da safra, plantio sustentável, colheita, uso adequado de agrotóxicos, entre outros temas. Também são oferecidos cursos técnicos agrícolas certificados pelo Ministério da Educação (MEC).

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