1ª Mostra Estadual de Direitos Humanos e Educação reúne trabalhos de educadores e estudantes da Rede Estadual na Cidade Administrativa

No dia em que o mundo comemorou os 67 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948, a Cidade Administrativa recebeu uma intensa programação sobre o tema. A 1ª Mostra Estadual de Direitos Humanos na Educação foi promovida pelas Secretarias de Estado da Educação e de Direitos Humanos e Participação Social.

A luta para superar episódios, como o de milhares de jovens que vêm sendo assassinados e de crianças que morrem no primeiro ano de vida, e para romper as barreiras com pessoas que segregam, deve começar na escola. Esse é o entendimento da secretária de Estado da Educação, Macaé Evaristo. “Vivemos tempos em que é preciso reafirmar o valor da vida e pensar que a escola tem papel fundamental nessa concepção”, afirmou. Macaé resumiu a 1ª Mostra como uma “pequena” demonstração do que acontece em nossas escolas, onde a ideia de convivência democrática tem que acontecer todos os dias.

Secretários Macaé Evaristo e Nilmário Miranda abriram a 1ª  Mostra Estadual da Educação e Direitos Humanos. Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

Nilmário Miranda, secretário de Direitos Humanos, ressaltou a importância de despertar e incentivar entre os jovens e crianças o respeito ao outro e o reconhecimento de que todos são iguais perante a lei. Para Nilmário, o evento foi uma “excelente maneira de comemorar a data, unindo o que é inseparável: educação e direitos humanos”.

“O Direito Humano é universal, e nesta data, em que estaremos lançando o primeiro prêmio mineiro de Direitos Humanos, serão homenageadas 33 cidades onde há dez anos não acontece nenhum homicídio. A educação, que leva em conta o respeito ao próximo, mostra que é possível a convivência pacífica entre as pessoas”, afirmou Nilmário.

O evento reuniu um público vibrante formado por alunos e educadores da rede estadual de ensino, representando as escolas das Superintendências Metropolitanas A, B e C. O saguão do edifício Gerais foi dividido em diversos espaços com exposições, apresentações teatrais, musicais, de poesia e manifestações sobre o tema.

Alunos de escolas das SREs Metropolitanas A,B e C participaram ativamente da Mostra. Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

Na abertura, o Hino Nacional Brasileiro foi interpretado em Libras – Língua Brasileira de Sinais – por alunos com deficiência auditiva da Escola Estadual Francisco Sales. A inclusão e a aceitação das diferenças fez parte de toda a temática das 25 apresentações. Uma sala de cinema projetou filmes sobre as temáticas da inclusão, da integração racial e do respeito à vida e às diferenças. Algumas sessões foram seguidas de debates. Painéis e espaços para que os visitantes se manifestassem garantiram o direito à troca de ideias e pensamentos.

Quatro mulheres que tiveram a vida dedicada às lutas sociais foram homenageadas pela secretária Macaé Evaristo: Dona Tetane (Conceição Natalícia), falecida em maio deste ano, herdeira dos fundadores da comunidade dos Arturos, em Contagem, símbolo da resistência do povo negro na região. Rainha do Império do Congado da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e mestre do Batuque. Dona Helena Greco, fundadora do Movimento Feminino de Anistia e uma das mulheres mais atuantes nos movimentos sociais em defesa dos Direitos Humanos e dos perseguidos políticos durante a ditadura. Valdete da Silva Cordeiro, líder comunitária do bairro Alto Vera Cruz e fundadora do Grupo Cultural Meninas de Sinhá. Dona Isabel Cassimira das Dores Gasparino, Rainha Conga de Minas Gerais e uma das mais importantes representantes da cultura popular, esteve à frente do Grupo de Moçambique e Congado mais antigo de Belo Horizonte, a Guarda Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, no bairro Concórdia.

A diretora de uma escola municipal, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, Eliene Almeida, foi lembrada durante ascomemorações por seu ato heroico, ao salvar seus alunos durante a tragédia do rompimento de barragem no início de novembro este ano.

Para Webster Silvino de Oliveira, diretor da SRE Metropolitana B, a educação em Minas tem vivido um momento marcante: “Nada mais saudável que começar o combate à crescente violência que temos visto se espalhar pelo país, nos espaços escolares”.

Segundo Idalina Franco de Oliveira, diretora da SRE Metropolitana A, há tempos não se via uma escola tão feliz. “Neste ano foram diversos eventos em que os alunos saíram das salas para dividir e participar conhecimento em espaço público.”

 

 

 

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