Grupo é formado por vários setores governamentais e parceiros
Sistematizar ações efetivas de educação integral voltadas para a juventude e configurar uma rede intersetorial que envolva esses jovens em atividades educativas integradas. Na perspectiva de construir uma política de educação integral de forma articulada e intersetorial, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) coordena o ‘Grupo de Trabalho Educação Integral e Intersetorialidade’ que, nesta terça-feira (03/11), se reuniu pela quarta vez para dar continuidade a sua agenda de trabalhos. Além de representantes de diversas diretorias da SEE, o grupo é formado por vários setores governamentais e parceiros, como a Fundação Itaú Social e do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

O grupo intersetorial, que é coordenado pela secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, foi dividido em quatro frentes de trabalho. Um subgrupo trata especificamente de educação e trabalho, articulando diferentes secretarias para pensarmos a oferta de educação profissional e ainda como poderemos avançar em uma agenda de aprendizagem. Outro subgrupo trabalha a questão de formação dos atores que fazem parte da educação integral. E outros dois subgrupos trabalham com a educação e as comunidades tradicionais e com a sistematização dessas discussões que são feitas durante os encontros. A partir das discussões e conclusões do Grupo de Trabalho, a Secretaria de Estado de Educação irá elaborar um documento para nortear as ações da política de educação integral para o Estado de Minas Gerais. “Por meio dessas discussões, queremos dar forma a nossa política de educação integral que inclua os nossos jovens, que ofereça ações educativas intersetoriais, que possa também organizar e ampliar as oportunidades de atividades de aprendizagem que de fato façam sentido para os jovens”, aponta Macaé Evaristo.
A sistematização das discussões realizadas pelos participantes é coordenada pela Fundação Itaú Social e pelo Cenpec, que desenvolvem o ‘Programa Jovens Urbanos’. A experiência com a ação, que tem foco na juventude que vive em áreas periféricas e vulneráveis de várias regiões do país, tem servido como ponto de partida para a formatação de um trabalho mais específico para as escolas estaduais e a juventude mineira. “Trazemos a nossa experiência desse programa para ajudar a sistematizar as propostas e costurar algo novo e mais adequado a essa necessidade, já que o contexto, os desafios, a amplitude e as metas dessa política pública que a SEE está buscando são mais específicos”, relata a representante do Cenpec/Itaú Social, Renata Alencar.
A proposta desse grupo de trabalho vai ao encontro do foco da Secretaria de trazer de volta para os estudos os jovens de 15 a 17 anos que estão fora da escola e ainda atender aqueles jovens nessa faixa etária que estão na escola, mas ainda não concluíram o ensino fundamental. “Nossa ideia é pensar em como fazer uma educação que inclua esses jovens, como fazer uma educação que seja compatível com a com a realidade da juventude e construir uma escola mais atrativa”, salienta a assessora de gabinete da SEE, Neuza Macedo.