A Escola Estadual Dom Joaquim Silvério de Souza terá sua estrutura física revitalizada e novidades na área pedagógica

Com um total de 87,5 hectares (5.678,50m² de área construída), a Escola Estadual Dom Joaquim Silvério de Souza, localizada no distrito de Conselheiro Mata, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, já tem a estrutura para atender a alunos da zona rural da região. No entanto, a escola tem matriculados apenas 105 estudantes. Para conhecer a escola, sua estrutura, a equipe e para saber como usar esse espaço em todo o seu potencial, a secretária Macaé Evaristo visitou a escola no último sábado (10/10).

A preocupação com a revitalização da escola (tanto da estrutura física quanto da pedagógica), que até 2006 era um internato que atendia filhos de trabalhadores do campo de toda a região, reflete o trabalho da Secretaria de Estado de Educação tem feito pelas escolas do campo mineiras. A rede estadual de Minas Gerais conta com 335 escolas do campo, segundo os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, quando são levadas em consideração escolas que, como a Escola Estadual Dom Joaquim Silvério de Souza, estão localizadas em distritos e atendem, em sua maioria, a crianças e jovens que vivem no campo, esse número ultrapassa mil unidades.

A secretária se reuniu com servidores da escola. Foto: Lígia Souza ACS/SEE

A secretária Macaé Evaristo afirmou que sua visita é uma reafirmação do trabalho que tem sido feito desde o início de sua gestão na pasta. “Minha vinda a essa escola tem muito a ver com o compromisso do nosso governo de ter um olhar especial para as escolas do campo, as indígenas e as quilombolas. Sabemos da importância dessas escolas, sabemos que muitas delas já tiveram seus momentos áureos, que ajudaram a formar muitas pessoas importantes, mas que perderam apoio. O nosso Estado não tem futuro se não olharmos para os nossos pequenos municípios, sem que pensemos em uma estratégia de fortalecimento e desenvolvimento das pequenas comunidades. E sabemos que uma comunidade não se fortalece se ela não tiver uma escola”.

No caso da Escola Estadual Dom Joaquim Silvério de Souza, a ideia é que ela atenda não só estudantes de Conselheiro Mata, mas, como era feito antes, de toda a região, além de atender a demandas que existem dentro da comunidade, como explica a diretora da instituição, Maíra Dayrell. “A nossa grande meta é que a escola seja um polo de todo Alto Vale Jequitinhonha e o curso técnico voltado para o campo, que ainda é escasso, é um atrativo pra gerar essa demanda. E juntamente com esse curso técnico também pretendemos oferecer cursos profissionalizantes mais rápidos, como de cabeleireiro e de mecânico. Acho que também é papel da escola trazer esses cursos e atender as necessidades da comunidade”.

Para realizar esse trabalho, a Secretaria de Estado de Educação e a escola não estão sozinhas. Contam com o apoio da comunidade ¬ — que estava presente da reunião com a secretária, junto com professores e demais servidores da escola — e de instituições que atuam na região, como a universidade e o instituto federais.

São 5.678,50m² de área construída. Foto: Lígia Souza ACS/SEE

O diretor da Superintendência Regional de Ensino de Diamantina, que é responsável pela escola, reafirma o papel da participação da comunidade nesse processo, tanto nessa escola quanto nas demais escolas rurais de Minas Gerais. “Estamos diante de grandes possibilidades. Cabe a nós mostrar o que nós pretendemos diante da oportunidade que temos de discutir a nossa realidade. Hoje, a Secretaria trabalha em uma perspectiva de construção de cidadania: estabelece diretrizes, mas cada região propõe projetos dentro dessas diretrizes. Acabou aquela fase dos grandes pacotes de projetos, como se o Estado fosse apenas uma realidade. São realidades diversas. São escolas do campo, mas cada uma tem que encontrar o seu caminho e propor aquilo que vai atender de fato aos seus anseios”.

Além da comunidade, um parceiro na construção dessa nova escola do campo é a Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O coordenador da Licenciatura em Educação do Campo da universidade, André Rech, explica que a revitalização da escola também vai enriquecer a formação dos estudantes do curso. “A gente tem a oportunidade de acompanhar de perto a reconstrução de uma escola que
foi negligenciada. Isso é extremamente valoroso para a formação de professores da educação do campo. O que acontece aqui é um laboratório, é formador. Ao trazer os nossos alunos para fazerem um estágio, temos a expectativa de que esse espaço será um laboratório vivo”. Na escola, os alunos da licenciatura poderão atuar na educação básica, dos anos iniciais do ensino fundamental ao médio, além do ensino técnico.

Reforma

Durante a visita, a secretária pôde ver de perto a estrutura da escola. O prédio, que era um retiro de padres, foi adquirido pelo estado e tornou-se escola em 1949. Hoje, as amplas salas e corredores que abrigaram alunos que estudaram ali no regime de internato precisam de uma reforma para que seja usado em todo o seu potencial.

A obra será feita em etapas e gerenciada pela própria escola. A planilha da primeira etapa da reforma está pronta e aguarda aprovação da equipe responsável da Secretaria. Essa etapa incluirá a pintura, recuperação de piso, adequação da cozinha e reforma parcial da rede hidrosanitária e elétrica do prédio principal, além da reforma parcial do anexo da escola, conhecido como “casa da direção”.

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