Agenda foi realizada nesta sexta-feira (25), na Secretaria de Estado de Educação

Discutir e implantar políticas que contemplem a formação educacional da juventude negra. O tema foi destaque na manhã de hoje em reunião do Grupo de Trabalho da Educação Quilombola, realizada na Secretaria de Estado de Educação (SEE). “Não é tradição do nosso Estado fazer políticas afirmativas, mas uma vez criado esse grupo, nós devemos pensar que uma das prioridades deve ser a agenda afirmativa em torno da juventude e nesse contexto um foco na juventude negra”, ressaltou a secretária Macaé Evaristo durante a abertura da agenda.

Juventude negra foi um dos destaques na agenda do Grupo de Trabalho da Educação Quilombola. Crédito: Hudson Menezes/ACSSEE

Nessa agenda afirmativa é importante garantir não só o acesso à educação desse jovem, mas sua permanência em todo seu percurso escolar que começa com a educação básica e que continue com o ensino superior. “A oferta de ensino médio é a nossa base, mas um ensino médio de qualidade onde esse jovem acesse também a universidade e tenha garantia de permanência nela. Essa continuidade para o jovem quilombola é uma meta”, explicou a superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino, Iara Félix Viana.

Durante a reunião, a SEE apresentou um diagnóstico preliminar sobre a educação quilombola no Estado. De acordo com o Censo Escolar 2014, Minas Gerais possui 15.160 alunos matriculados em 191 unidades de ensino quilombolas das redes estadual e municipais. Essas unidades estão localizadas em 80 municípios mineiros. “É preciso avaliar com muita cautela, pois quando a Secretaria apresenta um diagnóstico preliminar, ela está trabalhando com dados frios. Porém, a partir do momento que temos um grupo de trabalho sobre o tema, nós podemos qualificar esses dados, pois tenho na constituição desse grupo lideranças das comunidades quilombolas, professores e gestores escolares”, lembra Iara Félix Viana.

Reunião foi realizada durante esta sexta-feira. Crédito: Hudson Menezes/ACSSEE

Eixos prioritários

No período da tarde, os participantes do grupo irão debater sobre os eixos prioritários para a Educação Quilombola. Além da juventude, são temas norteadores: o fortalecimento da identidade quilombola; a participação das comunidades nos espaços escolares respeitando a diversidade dos territórios; e a identificação dos desafios para a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Quilombola.

“Vamos debater temas como a necessidade de escolas para as comunidades quilombolas e como seria essa escola. Também precisamos discutir sobre a relação entre o Estado e os municípios que precisa ser um pouco mais aproximada. Será um momento para pensar em estratégicas e metodologias para o avanço da Educação Quilombola em Minas Gerais”,  finaliza a superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino. 

 

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