Coordenação estadual se reuniu para planejamento estratégico do programa, que vai definir a oferta de cursos de formação técnica para 2016

Valorizar o trabalho dos profissionais que atuam nas escolas em áreas não-docentes, por meio da oferta de cursos de formação inicial em nível técnico é o objetivo principal do programa Profuncionário, do Ministério da Educação, que vem ganhando força em Minas Gerais nesta gestão. A Coordenação Estadual do Programa de Formação Inicial em Serviços Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público (Profuncionário) reuniu-se nesta quinta-feira (27/08), na sede da Secretaria de Estado de Educação (SEE), para analisar a demanda de servidores e a oferta de cursos e realizar um planejamento estratégico para 2016. O encontro contou com uma palestra do professor João Monlevade, consultor do MEC e um dos idealizadores do programa.

O professor destacou que, na história do Brasil, os funcionários das escolas que não estão nas salas de aula, o que chamamos de educadores não-docentes, sempre foram considerados subalternos e invisíveis no espaço escolar. “Eles não são reconhecidos como educadores e nós entendemos que todos fazem parte do processo educacional e devem ser reconhecidos como tal. O Profuncionário nasceu dessa necessidade de valorizar, capacitar e profissionalizar esses servidores que atuam nas escolas”, relata o João Monlevade.

Em reunião, foi analisada a demanda de servidores e a oferta de cursos para 2016. Foto: Andréa Hespanha ACS/SEE

O Profuncionário foi instituído em 2007 em âmbito nacional, mas pouco avançou em Minas Gerais nos últimos anos, afirma Monlevade. O subsecretário de Gestão de Recursos Humanos da SEE, Antônio David de Sousa Junior, participou da abertura do evento fazendo um breve relato da situação complexa do quadro de pessoal na rede estadual de ensino. “Menos de 30% dos servidores são efetivos, a maior parte possui vínculo precário, o que torna o trabalho bem mais complicado. Durante muitos anos até mesmo a interlocução entre Estado e funcionários esteve comprometida. Temos que pensar em um desenho que atenda às necessidades desse público ao mesmo tempo em que realizamos um somatório de esforços como nomear servidores, aposentar os que estão aptos para isso e capacitar os servidores”, salienta o subsecretário.

Os cursos são semipresenciais e ofertados pelos institutos federais, sendo quatro tipos de habilitações: Técnico em Infraestrutura Escolar, Técnico em Alimentação Escolar, Técnico em Multimeios Didáticos e Técnico em Secretaria Escolar. Com essa formação dos servidores, é possível oferecer condições para o desenvolvimento profissional e aprimoramento no campo do trabalho. Vários órgãos estão envolvidos na coordenação estadual do programa juntamente com a SEE, como a Undime, Sind-UTE e institutos tecnológicos.

Enviar para impressão