Países trocarão experiências sobre seus sistemas de ensino no período de 17 a 21 de agosto
Entre os dias 17 e 21 de agosto, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) vai integrar a delegação brasileira em uma agenda educacional em Moçambique, no continente africano. Minas Gerais é o único estado a participar da comitiva e sua presença está relacionada ao Termo de Cooperação Técnica assinado no início deste ano entre a SEE e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR), dentro da Campanha Afroconsciência.
A agenda de uma semana no país africano tem o objetivo de conhecer as necessidades de formação dos professores moçambicanos do ensino primário para subsidiar um curso voltado para a formação de educadores que, posteriormente, capacitarão esses professores. “Será uma oportunidade para entendermos o funcionamento geral do sistema de ensino de Moçambique e eles o nosso, e assim estabelecer uma troca de aprendizados. Também temos a ideia de construir, junto a eles, uma série de atividades que vão culminar em um curso de formação para educadores formadores de professores moçambicanos que ocorrerá em outubro”, destaca a superintendente de Temáticas e Modalidades Especiais de Ensino da SEE, Iara Félix Viana. Iara será a representante da SEE na delegação brasileira. O curso a ser estruturado de forma conjunta pelos dois países será ministrado por professores brasileiros e terá duração de 30 horas.
Em um segundo momento, a parceria entre Brasil e Moçambique também permitirá a professores brasileiros e moçambicanos a realização de um intercâmbio cultural, na modalidade estágio. O intercâmbio está previsto no plano de trabalho da campanha Afroconsciência. “Queremos levar 10 professores mineiros para Moçambique e trazer 10 professores moçambicanos para conhecer as nossas experiências nas escolas quilombolas e indígenas. Essa troca de experiências será enriquecedora para ambos os sistemas de ensino”, explica a superintendente.
Para o Brasil, inda está prevista a vinda de intelectuais ou artistas moçambicanos para realizarem palestras para professores brasileiros, de forma a cumprir o que é estabelecido pela Lei Federal 10.639/2003 que inclui a História da África nos currículos da Educação Básica brasileira. Em Minas Gerais, a aplicação desta lei é reforçada e monitorada com as ações da campanha Afroconsciência.
Brasil e Moçambique
A delegação brasileira que está em Moçambique é composta por um representante do Ministério da Educação; um representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; dois especialistas de universidades brasileiras; e um representante da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais.
Durante esta semana, está previsto o desenvolvimento de ações que contemplam o intercâmbio de informações sobre os dois sistemas de ensino; a elaboração dos itens que irão compor o curso para os professores moçambicanos; e a apresentação das experiências brasileiras do Censo Básico da Educação Básica e do Curso de Formação de Professores Leigos, realizado pelo Estado de Minas Gerais.
Afroconsciência
A campanha ‘Afroconsciência: Com essa história a escola tem tudo a ver’ objetiva divulgar junto à comunidade escolar a necessidade de se trabalhar essa temática de forma permanente, permeando todos os universos disciplinares, na perspectiva de oferecer aos jovens mineiros uma leitura histórica inclusiva.