Visitas às escolas que atendem a alunos com deficiência começaram em julho e vão até o mês de novembro

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) iniciou neste segundo semestre as visitas de Monitoramento da Educação Especial nas escolas da rede estadual de ensino. O trabalho é feito pela equipe de analistas educacionais da Diretoria de Educação Especial e das Superintendências Regionais de Ensino (SREs). A agenda teve início no mês de julho e, de acordo com a programação, vai até o mês de outubro fechando o ciclo de visitas a escolas de todas as 47 SREs.

De acordo com a diretora de Educação Especial, Ana Regina de Carvalho, o trabalho de monitoramento é uma forma da Secretaria de Educação conhecer melhor o atendimento ofertado aos alunos na educação especial. “Nestas visitas, nós procuramos destacar a importância do atendimento educacional especializado, bem como as condições de formação dos profissionais especializados e suas necessidades de formação continuada para o atendimento dos alunos”, explica.

Além do aspecto pedagógico e de formação dos educadores, as visitas também levam em consideração a rede física das escolas. “Procuramos observar as condições arquitetônicas, dos mobiliários, dos equipamentos e recursos tecnológicos, com o objetivo de avaliar as condições de acessibilidade aos alunos com deficiência”, conta a coordenadora da ação, Maria Luiza Gomes Passos Vieira.

Até o momento, a equipe de analistas educacionais da Diretoria de Educação Especial visitaram escolas das Superintendências Regionais de Ensino de Campo Belo, Pará de Minas, Patrocínio, Pirapora, Pouso Alegre, e Unaí. Nesta semana serão realizadas visitas às regionais de Araçuaí, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Guanhães e Ouro Preto.

Monitoramento

As visitas de monitoramento nas escolas começam com uma conversa com a equipe da direção e supervisão pedagógica, a partir de questionamentos presentes em um formulário. Em um segundo momento, os analistas educacionais, realizam visitas às salas de aula e às dependências da escola. A etapa seguinte envolve uma conversa com os professores da área de educação especial, além dos profissionais de suporte e da supervisão pedagógica. A última etapa é feita novamente com a direção da escola, onde é realizada uma avaliação geral da escola no que se refere às condições de atendimento dos alunos com deficiência. Caso haja pendências, os analistas dão encaminhamentos para a resolução das mesmas.

Educação Especial em Minas

Minas Gerais conta com 104.599 estudantes matriculados na Educação Especial, sendo 69.473 na Educação Inclusiva e 35.126 na Educação Exclusiva. Os dados são do Censo Escolar 2014.

De acordo com a Diretoria de Educação Especial da SEE, são 3.305 professores de Apoio à Comunicação, Linguagem e Tecnologias Assistiva, 1.108 intérpretes de Libras e 11 guias-intérpretes. A rede possui 1.075 salas de recursos e 1.279 profissionais atuam nesses espaços.

Atualmente, mais de 57% das 3.689 escolas já possuem algum nível de acessibilidade, segundo dados do Censo Escolar 2014.

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