Roda de conversa contou com a participação de representantes dos diferentes setores do poder público, da sociedade civil e de especialistas

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) promoveu ontem (13/08) a segunda roda de conversa com o tema ‘Juventude e Convivência Democrática nas Escolas’.A iniciativa discutiu a questão da prevenção da violência no ambiente escolar. Participaram da discussão especialistas no tema e parceiros que foram convidados a integrar um comitê intersetorial que será composto por diferentes atores do poder público e da sociedade civil.

Durante a abertura da roda, o chefe de Gabinete, Hercules Macedo, destacou que “esse momento só pode gerar frutos importantes para que a escola viva e conviva na paz e enfrente os problemas de forma digna, com profissionais, alunos e pais convivendo de forma respeitosa e que vença os conflitos que são próprios dos nossos dias”.

A Secretaria já conta com uma comissão técnica que trata de assuntos ligados a prevenção e enfrentamentos da violência no ambiente escolar. A partir de rodas de conversas, como a realizada na última quinta-feira (13/08), será criado um comitê intersetorial que vai construir um documento orientador para auxiliar as escolas na prevenção da violência e estímulo à convivência democrática em seu ambiente. “Essas discussões vão subsidiar a construção de um documento orientador com as diretrizes do programa de Convivência Democrática na Escola. O documento será criado pelo Comitê e apresentará estratégias educativas para a escola”, conta o coordenador de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da SEE, Anderson Cunha Santos.

Roda de Conversa foi realizada na última quinta-feira. Foto:Osvaldo Afonso/ Imprensa MG

 

Segundo a coordenadora da Área de juventude e Políticas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Myriam Abramovay, a família deve ser envolvida no processo. “Não vamos conseguir uma escola mais democrática e menos violenta sem a participação da família. Se não houver diálogo, nenhum programa sobre violência na escola vai dar certo. Tem que existir uma aproximação entre a escola e a família”.

O professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto, Luciano Campos Silva ressaltou que “a escola sempre foi pensada como espaço de socialização. Então, quando falamos de violência e de prevenção da violência, é importante pensar que não queremos apenas prevenir para que essa violência chegue dentro da escola. A escola quer transformar pessoas para que essas pessoas possam produzir uma sociedade que seja da não violência”.

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