Das 15 escolas participantes, cinco são da rede estadual de ensino

Nesta sexta-feira (19/06), cerca de 400 alunos de 15 escolas públicas e privadas de Belo Horizonte tiveram a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam em aulas com foco no empreendedorismo. Em uma ação intitulada “Feira Miniempresas”, os estudantes apresentaram para a comunidade os produtos idealizados e criados por eles. A Feira é a oportunidade que os alunos têm de praticar a teoria que aprenderam em sala de aula com o auxílio de voluntários das áreas de produção, marketing, finanças e recursos humanos. Do total de escolas participantes da iniciativa, cinco são da rede estadual de ensino.

A feira foi aberta ao público e realizada em um shopping de Contagem. Lá, os estudantes venderam produtos, como miniventiladores sustentáveis, abajur, relógios com pulseiras artesanais, porta celular portátil, adornos, suportes para mochilas, porta recados de geladeira, kit luminária, capas e suportes para celular.

Cerca de 400 estudantes de escolas públicas e privadas de Belo Horizonte participaram da Feira. Foto: Divulgação Junior Achievement

Fabrício Lima de Souza é aluno do 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Mauricio Murgel, em Belo Horizonte, e presidente da Flexsuport. A empresa produziu um suporte para pendurar mochila no ônibus, mas que pode ser utilizado também como suporte para pendurar tênis, entre outros objetos. “O designer do nosso produto oferece várias possibilidades”, conta o estudante.

Para o estudante, a oportunidade de participar do projeto é única e o ajudou a ter certeza do que fazer após concluir a formação na educação básica. “Durante as aulas, eles ensinam como fazer um produto que seja bom, inovador e barato. Eu já tinha vontade de fazer administração quando formar, agora tenho certeza. Nesse projeto, agimos como se tivéssemos uma empresa de verdade e aqui na feira estamos usando realmente o marketing”, conclui.

A ação faz parte do Programa Miniempresa realizado em Minas Gerais desde 2003, quando a Junior Achievement chegou ao Estado. A iniciativa proporciona aos alunos a experiência prática em economia e negócios, na criação e operação de uma empresa. A instituição gerida pelos jovens tem todos os parâmetros de uma organização convencional, com áreas bem definidas de produção, finanças, recursos humanos, marketing e liderança.

Miniempresa dos alunos da Escola Estadual Maurício Murgel produziu um suporte para mochila. Foto:Divulgação  Junior Achievement

O Miniempresa

O programa é realizado durante quatro meses. A empresa criada pelos alunos tem suas ações vendidas, de acordo com o capital inicial estipulado, e paga impostos em valores correspondentes aos mesmos valores pagos por empresas atuantes no mercado brasileiro. Ao final do programa, o valor dos impostos é revertido para uma instituição de caridade escolhida pelos alunos participantes.

Com a estrutura da organização pronta, os alunos aprendem a fazer o produto que será comercializado. Depois, expõem seus produtos em uma feira, normalmente realizada em shoppings, que representa o auge dos negócios e a grande oportunidade que os estudantes têm de garantir o sucesso da organização e lucros para os acionistas.

Ao final, é feito um balanço dos resultados, além da devolução do valor investido com rendimento para cada um dos acionistas, caso tenha havido, calculado de acordo com os lucros alcançados.

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