Uma das homenageadas, secretária Macaé Evaristo agradeceu e destacou a importância da cultura no cenário educacional
Na parede da Escola Estadual Djanira Rodrigues de Oliveira um painel questionava: ‘O que é arte?’. A resposta não é simples ou objetiva, mas certamente é bela. E foi com beleza que dezenas de crianças e jovens deram essa resposta na manhã do último sábado (21-03). Espalhados por todos os cantos, com seus instrumentos em mãos, em vez dos tradicionais lápis e cadernos, eles fizeram uma apresentação para mais de 200 pessoas, entre pais, alunos, professores e membros da comunidade. Em um concerto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, aqueles jovens responderam, com música, a pergunta do painel.
Na ocasião, foram homenageadas dez mulheres representando diferentes segmentos da comunidade. Entre elas, a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, que se emocionou com a performance dos jovens músicos e se lembrou do seu início de carreira como educadora. “Não tem como não se emocionar ao participar desse evento. Sou professora primária da rede pública, comecei em uma escola municipal no bairro Tupi, depois fui para o Cafezal, no Aglomerado da Serra. Agradeço a homenagem e acrescento: ai do mundo se não fossem as mulheres, mais mulheres na política, mais mulheres no poder, mais mulheres nas artes e que nossos direitos sejam respeitados”, enfatizou.

A homenagem foi uma parceria da escola com a organização não governamental Orquestra Escola Criarte. Além da secretária, foram homenageadas a diretora da Escola Estadual Djanira Rodrigues de Oliveira, Rosilene Rodrigues de Oliveira; a diretora e a supervisora da Escola Estadual Geraldina Ana Gomes, Ângela de Fátima Menezes Prado e Rosemeire Pires Marinho; e a ex-diretora da Escola Municipal Geraldo Teixeira da Costa, Luzia Criscuolo.
Da comunidade foram homenageadas, a pastora Marlene Denise Silva Santos; a agente de saúde Maria José; a secretária de Administração Regional Municipal Venda Nova, Flávia Mourão Parreira do Amaral; a titular da 1ª Delegacia de Venda Nova, Flavia Portes Teixeira Camargo; e Denise da Conceição Lisboa, mãe de alunos da Orquestra Escola Criarte.

Cultura na Educação
O painel que faz a pergunta sobre arte não traz apenas um questionamento, mas toda uma reflexão sobre a importância da cultura na educação e Macaé Evaristo aproveitou a homenagem para falar sobre esse tema. “Mais educação, mais cultura, é igual a futuro. Temos de trabalhar de maneira integrada com outros setores da sociedade e essa parceria entre escola e comunidade demonstra que é possível pensar a educação de maneira integrada, para além da ampliação do tempo escolar e nos faz ver como arte e cultura são importantes”, pontuou.
A diretora da Escola Estadual Djanira Rodrigues de Oliveira, Rosilene Rodrigues, reiterou a mensagem da secretária. “Educação e cultura podem transformar o país num lugar melhor e iniciativas como esta nos mostram isso. É emocionante ver alunos, da nossa escola e de outras, tocando na Orquestra Criarte. É por essas e outras que vale a pena ser educadora”, afirmou.

Ao receber a homenagem, Rosilene chamou dois alunos, um professor e a auxiliar de serviços gerais para representarem a comunidade escolar. Sob a regência do maestro José Alarico Elias Gonçalves, mais conhecido como professor Alarico, o repertório contou com músicas do cancioneiro popular, com Luiz Gonzaga e Pixinguinha, e do erudito, com Carmina Burana, do compositor alemão, Carl Orff.
Orquestra Criarte
A Orquestra Escola Criarte existe desde 2006 e atende aproximadamente 120 crianças e adolescentes, que participam diariamente das atividades. A orquestra mantém parcerias com escolas estaduais e municipais da região e está em articulação com a direção da Escola Estadual Djanira Rodrigues de Oliveira para que aos sábados as aulas aconteçam nas dependências da escola. “Sempre gostei de desenvolver trabalho social, desde que comecei com a música em 1985. A intenção é usar a Orquestra Escola Criarte como uma ferramenta de transformação de vidas e formação de cidadãos. Além disso, essa homenagem foi uma forma de compartilhar carinho, respeito e admiração por essas mulheres de dentro e de fora da comunidade que apoiam nossa iniciativa. Esse é um projeto que não tem recursos e acontece com o voluntariado”, afirmou o maestro. “Quando se quer fazer é possível fazer”, concluiu.
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