Passeata envolveu certa de 100 alunos, professores e equipe da Superintendência Regional de Ensino

Com as chuvas, a luta contra a dengue é constante na vida de todo cidadão. Em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, alunos de duas escolas estaduais e servidores da Superintendência Regional de Ensino (SRE) foram às ruas para conscientizar a população em relação à doença e à sua prevenção. Cerca de 100 pessoas estiveram envolvidas na iniciativa.

A ação é uma iniciativa da SRE, que faz parte do Comitê de Combate à Dengue da Prefeitura da cidade. “São somente a 20km até a divisa entre Minas e São Paulo e está bem crítica a situação. Há um grande deslocamento de pessoas, então temos casos importados, além daqueles que acontecem dentro da cidade mesmo. Então a Prefeitura da cidade de São Sebastião do Paraíso montou esse comitê e cada órgão se mobiliza dentro das suas possibilidades”, explica Samuel Anderson Queiroz da Silva, técnico da regional que representa a SRE no comitê.

Entre educadores e alunos, cerca de 100 pessoas foram às ruas de São Sebastião do Paraíso. Foto: Arquivo SRE

O comitê, liderado pela Secretaria Municipal de Saúde, também conta com a participação da Polícia Militar de Minas Gerais, do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Municipal de Educação e do Tiro de Guerra, instituição militar do Exército Brasileiro encarregada de formar soldados e ou cabos de segunda categoria (reservistas) para o exército.

Entre as escolas que participaram está a Escola Estadual Clóvis Salgado. A aluna Thayná de Oliveira Borba é uma dos 35 alunos do 8º ano do ensino fundamental da escola que participaram da caminhada pelo centro da cidade. “Achei muito interessante. Aqui na nossa cidade está tendo muitos casos de dengue, inclusive minha mãe ficou doente. Essa ação ajuda as pessoas a terem uma noção sobre a doença”.

Na Escola Estadual Comendadora Ana Cândida de Figueiredo, o trabalho contra a dengue envolveu todos os 1,2 mil alunos. Foto: Arquivo da Escola

Andréa Assis Silveira Ribeiro Duarte, diretora da Escola Estadual Comendadora Ana Cândida de Figueiredo, junto com sua equipe, procurou envolver os 1,2 mil alunos da escola na ação, mesmo que nem todos pudessem ir às ruas. “Quando envolve escola e a comunidade a gente faz a diferença. Hoje a escola não passa só matérias, tem que ter interdisciplinaridade, envolvendo saúde, meio ambiente e outros temas que fazem parte da vida do aluno. É importante a escola estar envolvida nesse processo”, conta.

Na escola gerida por Andréa, foram para as ruas da cidade 60 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio. Mas todos participaram de palestras de professores de Ciências, Biologia e Geografia sobre a dengue e sua prevenção. Eles ainda discutiram matérias jornalísticas sobre a doença na cidade.

Duas escolas participaram desse evento, mas a ideia é dar continuidade a esse trabalho. Foto: Arquivo SRE

Os alunos do 8º e do 7º do ensino fundamental estiveram envolvidos na passeata. Apesar de não terem levado as mensagens pessoalmente, os cartazes carregados pelos estudantes do ensino médio são deles. “Tem sido feito um trabalho constante com os alunos sobre a dengue. Quando levamos para eles a proposta de fazer os cartazes para a passeata, eles se entusiasmaram, trouxeram desenhos e as mensagens”, conta a supervisora pedagógica da escola, Paula Antônia de Pádua Baião Silva.

A ideia é que esse trabalho continue, segundo Samuel. Essa primeira passeata de conscientização passou pelo centro da cidade. Agora, ele quer levar a mensagem para os bairros que são mais atingidos pela doença. “A escola é um microcosmo da cidade, tudo de bom e ruim que acontece na sociedade replica na escola. E a escola tem poder de mobilização. Ela tem muita credibilidade na comunidade em que está. Percebo isso no dia a dia. Quando a gente consegue mobilizar professores, corpo administrativo e alunos, você tem o poder de mobilizar a comunidade local. Se os professores tiverem essa consciência a gente consegue lutar com a dengue”.

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