Dedicação do professor é o diferencial na Escola Estadual Pandiá Calógeras
Todos os alunos da rede, desde a alfabetização até a hora do vestibular, são acompanhados de perto pelos professores no seu processo de aprendizagem. Mas alguns deles precisam de um tratamento especial. Os alunos com necessidades especiais têm um acompanhamento diferenciado nas escolas para garantir que tenham a mesma oportunidade que têm os outros estudantes. Esse trabalho que envolve toda a equipe pedagógica da escola é lembrando principalmente hoje, 3 de dezembro, Dia internacional das pessoas com deficiência.
Na Escola Estadual Pandiá Calógeras, de Belo Horizonte, como em tantas outras escolas do Estado, os alunos que precisam dessa atenção especial são acolhidos e recebem um cuidado especial – entre os 1,4 mil estudantes matriculados do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, oito deles são crianças e adolescentes com necessidades especiais.

Segundo a diretora da escola, Marta Eliana Azevedo Campos, o maior diferencial da escola são seus professores. “O atendimento ao aluno especial é difícil. Acho que vai muito do professor, ele é muito importante e contamos com ele. Com o empenho do professor e da direção conseguimos fazer um bom trabalho com o aluno”. O trabalho de Marta e de sua equipe pedagógica foi reconhecido em novembro desse ano pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. Por causa desse trabalho, a escola foi homenageada pelo legislativo belo-horizontino.
Cada um desse alunos traz um desafio para a escola e cada um recebendo um atendimento de acordo com sua necessidade. Entre eles há o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), Síndrome de Asperger, distrofia muscular, paralisia infantil e baixa visão. Para atendê-los, a escola conta com três professores de apoio, que acompanha os alunos em sala de aula.
Não são só os professores de apoio que tomam todo o cuidado para garantir a aprendizagem dos estudantes. A regente de turma do 3º ano do ensino fundamental, Zilda dos Santos Otoni, precisa fazer um trabalho diferenciado para que uma aluna com baixa visão acompanhe a turma. “A dificuldade é só para escrever. As atividades e provas são ampliadas e faço a leitura para ela”, destaca.
Inclusão
A inclusão desses alunos e a aceitação dos seus colegas são assuntos trabalhados no dia a dia da escola. “Os professores conversam com os alunos e falamos sempre da aceitação do diferente”, destaca a diretora.
Foi assim quando Lucas, que tem Síndrome de Asperger, chegou à escola para fazer o 7º ano do ensino fundamental, em 2012. Até então, ele tinha passado por diversas escolas particulares sem conseguir se adaptar. Lá, a história foi diferente. “Em 30 dias ele se adaptou. Nunca tivemos problema de bullying com esses alunos. Os demais alunos aceitam muito bem, tanto o Lucas quanto os outros alunos com necessidades especiais”, conta Marta.
Para a mãe de Lucas, Sueli Aparecida da Paixão Ribeiro, o trabalho da escola se destaca por, principalmente, três fatores. “Eles fazem o atendimento emocional e pedagógico, além de respeitar as deficiências e a particularidade do aluno. Lá, eles fazem a prova adaptativa, adaptada às necessidades do aluno, que tem o mesmo conteúdo, mas é menor”.
A mão, orgulhosa, conta que o filho nunca foi reprovado ou ficou em recuperação, mas, que no caso dele, não é fácil alcançar esse resultado como é para os outros alunos. “Ele é esforçado quando motivado positivamente. Para cada necessidade especial tem um tratamento especial, da medicina e da educação”.