Concurso realizado pelo Instituto Unibanco selecionou 10 projetos em todo o país. A Escola Estadual Nair Mendes Moreira, em Contagem, é a única representante da Região Sudeste
Conhecida por ser um espaço voltado à construção do saber em diversas áreas do conhecimento como a Língua Portuguesa e a Matemática, a escola também tem papel importante na formação da cidadã dos alunos. Partindo desta ideia, educadores da Escola Estadual Nair Mendes Moreira, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, planejam uma série de ações a serem desenvolvidas dentro da temática de igualdade racial para o ano letivo de 2015. As atividades serão realizadas a partir do projeto ‘Gestão para a equidade – juventude negra’, iniciativa premiada pelo Instituto Unibanco.

Mais de 120 projetos de escolas públicas de Ensino Médio e de organizações sem fins lucrativos de todo o país foram inscritos no prêmio Gestão Escolar da Equidade – Juventude, uma iniciativa Instituto Unibanco, em parceira com o Fundo Baobá e a Universidade Federal de São Carlos. O prêmio busca apoiar iniciativas de gestão escolar que têm o propósito de enfrentar as desigualdades raciais e elevar os resultados educacionais de jovens negros. O projeto apresentado pela escola mineira foi o único da região sudeste entre os 10 selecionados de todo o país.
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“A maioria dos nossos alunos é afrodescendente. Então, elaboramos um projeto para trabalhar a conscientização dos estudantes sobre a influência africana em nosso país, seja na cultura, mas também na cor da pele e no tipo de cabelo” destaca a professora de Língua Espanhola, Thatiana Vasconcelos Barcelos, uma das responsáveis pela ação. Ainda de acordo com a educadora, que tem mestrado em Literatura para Minorias, outra característica local favorece o desenvolvimento da iniciativa com os mais de 950 alunos. “Nossa comunidade tem alunos que pertencem à comunidade dos Arturos, uma comunidade quilombola que ajudou na formação da nossa cidade. Queremos que os estudantes conheçam mais sobre a cultura dessa comunidade na qual a nossa escola esta inserida”, completa a educadora.
Ações interdisciplinares
O projeto, que foi desenvolvido em parceria com o professor de Física, Rodrigo Almeida Jorge, prevê uma série de ações interdisciplinares que vão envolver os estudantes, mas também a comunidade escolar. Nas aulas de Língua Portuguesa, o enfoque ficará com o trabalho com a literatura africana e afro-brasileira; a realização de cálculos estatísticos sobre o tema será a contribuição da Matemática; as aulas de História ajudarão a construir uma linha do tempo sobre a evolução do negro no Brasil. As ações que serão desenvolvidas durante o ano letivo de 2015 deverão culminar na semana da Consciência Negra, em novembro, com a apresentação dos trabalhos desenvolvidos e a realização de oficinas com a comunidade. Também há a previsão do lançamento de um livro em Português e Espanhol. Todo o trabalho será desenvolvido a partir do recurso de até R$30 mil que a escola conquistou ao ser classificada pelo concurso.