Diretora, especialista, professor... educadores mineiros destacam a importância das funções que desempenham na construção do conhecimento

Mais que uma data no calendário, o dia 28 de maio é conhecido tradicionalmente como o “Dia do Educador”. Profissional indispensável quando o assunto é o aprendizado, o educador possui diversas frentes de trabalho nas escolas. Enquanto diretor, ele é responsável pela gestão pedagógica. No papel de especialista, atua no direcionamento dos projetos desenvolvidos durante o ano letivo. O professor, por sua vez, tem o contato direto com o aluno e, juntos, atuam na construção do conhecimento.

Educadora há quase 35 anos, Maria Luíza Berquó Dias, tem em sua história passagem por várias dessas experiências. Do estágio como professora realizado enquanto cursava Magistério ao atual papel de especialista na Escola Estadual Sebastião Dias Ferraz, em Tupaciguara, Maria Luíza sabe da importância do papel do educador para a escola e a sociedade. “Em todas essas passagens sei da importância que o educador tem. Agora, nessa função, sei que o especialista tem o papel de dar suporte à escola na realização dos programas da Secretaria de Estado de Educação e no trabalho da própria escola. Os especialistas têm que fomentar essas ações junto aos professores e demais servidores”, explica Maria Luíza.

Maria Luiza participa de diferentes capacitações promovidas pela Secretaria de Estado de Educação. Foto: Arquivo Pessoal

Na escola em que trabalha, são mais de 1.500 alunos e cerca de 100 funcionários. De acordo com a educadora, também é um papel do especialista zelar pelas relações interpessoais, servindo como um canal de comunicação e contribuindo com o professor na prática pedagógica. “Na escola, nós trabalhamos com alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. Os professores, durante a graduação, tiveram muito de formação específica e pouco de formação pedagógica. Então, o especialista dá um suporte nessa área pedagógica, ajuda a processar essa relação ensino-aprendizagem. A educação tem uma perspectiva de continuidade e não é ato solitário, é ação solidária e transformadora”, avalia.

Maria Auxiliadora Lara Silva começou a atuar como educadora em 1992. Professora de Matemática, hoje ela está como diretora na Escola Estadual Afonso Pena Júnior, no município de São Tiago, e baseia seu trabalho na relação entre escola e comunidade. “O diretor tem que ser o mediador. Ele deve conhecer o aluno dentro e fora da escola, porque o que acontece com ele fora da escola acaba refletindo dentro dela”, conta.

Para Maria Auxiliadora, o diretor deve trabalhar como mediador. Foto: Arquivo Pessoal

A educadora também ressalta a importância de estimular os estudantes e professores a enfrentar novos desafios. “O diretor tem que ser otimista e estar sempre incentivando a comunidade a participar de coisas novas, por isso, sempre incentivo a participação em Olimpíadas e nos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg)”. Na escola, o projeto ‘Café com Byte’ é realizado no contraturno das aulas e é um dos responsáveis pelos diversos prêmios recebidos pela escola. Confira aqui o vídeo produzido para a série Boas Práticas, da Secretaria de Estado de Educação.

Já Júlio César Costa tem bem menos tempo de experiência. São quatro anos atuando nas salas de aula do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio na Escola Estadual Professora Inês Geralda de Oliveira, em Belo Horizonte. O professor de 24 anos não leciona há tanto tempo, mas isso não faz diferença nos resultados alcançados.

Com apenas quatro anos de experiência, Júlio César ganha a atenção dos alunos e aumenta neles o interesse pela Matemática. Foto: Arquivo da Escola

Com uma aula diferente, Júlio procura se aproximar de seus alunos. Com isso, consegue fazer com que eles fiquem mais atentos às aulas da “temida” Matemática, melhorem suas notas e comportem-se em sala de aula. “Converso com eles, brinco enquanto ensino a matéria, deixo-os próximos de mim e me torno um amigo pra eles. Sei da cultura deles, moro no bairro da escola, sei das dificuldades deles”, conta o professor, que fez o ensino fundamental na escola em que hoje atua.

Mas, da mesma forma que brinca, o professor cobra dos alunos. “Deixo isso claro no primeiro dia de aula. Comigo o aluno tem que estudar e que quem não quer estudar não dá certo comigo. Tenho 100% de disciplina na sala”.  Esse ano, Júlio dá aula para 150 estudantes.

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