Iniciativa desenvolvida na Escola Estadual Necésio Tavares, em Belo Horizonte, será apresentada no programa exibido pela Rede Minas

Professores engajados, comprometidos e que mantêm o hábito de estarem sempre atentos aos estudantes. Estes por sua vez se mostram interessados e igualmente comprometidos com o processo de ensino-aprendizagem. O objetivo é um só: "não ficar nenhum aluno para trás”. Essa realidade da Escola Estadual Necésio Tavares, localizada no Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte será mostrada no programa Roda de Conversa veiculado neste sábado, às 10h30 pela Rede Minas.

A escola, que tem pouco mais de 20 professores e em torno de 300 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, adota uma estratégia de ensino denominada Sequência Didática (SD), tema que será discutido nesta edição. Os convidados do programa são os professores Luiz Percival Leme Britto, da Universidade Estadual de Campinas, Ana Luiza Marcondes Garcia, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Lenise Maria Ribeiro Ortega da Pontifícia Universidade Católica de Minas.

Especialistas irão debater o tema sequência didática na edição deste sábado do "Roda de Conversa". Divulgação SEE

Para Percival a SD é uma metodologia nova que na essência traz algo muito antigo. “É um trabalho planejado em função de um objetivo didático muito determinado e traz uma tradição que é do pensar pedagógico organizado, além de derrubar a fase dos ‘desmétodos’, a ideia de que educar não pode ter organização, que as coisas vão aparecendo, pelo contrário é muito bom que a escola, que os professores tenham ações dirigidas e organizadas que visam fins específicos e a SD permite essa organização”, explica.

Apesar das potencialidades dessa metodologia, Percival adverte que só adotar essa estratégia de ensino não é sinônimo de garantia de aprendizagem. “A sequência didática é uma estratégia de muitas possíveis, ela ajuda no trabalho organizado e dirigido, mas é só uma das possibilidades. A gente tem que ter um pouco de cuidado para não achar que ela é a panacéia do momento e a solução da vida, não tem método que substitui o professor comprometido, afinal de contas educação é um processo organizado, intencional com a participação de várias pessoas, isso é o que garante a aprendizagem das crianças e o sucesso do processo pedagógico”, pontua.

A origem histórica da SD será apresentada pela professora Ana Luiza Marcondes Garcia. “É uma expressão que apareceu no bojo de uma reforma educacional que ocorreu na França na década de 80 e designava um conjunto de oficinas de aprendizagem aplicadas ao ensino de qualquer tipo de conhecimento, sendo que a premissa é levar o estudante a observar para que ele mesmo possa ser induzido a perceber e chegar a uma conclusão”, destaca.

Quando o assunto é fundamentação teórica há sempre um risco de qualquer coisa que pareça uma receita como adverte Ana Luiza. “Nenhum aluno é igual ao outro então não dá pra colocar dentro de uma fôrma”.

A opinião dela é compartilhada por Lenise Maria Ribeiro Ortega. “A
Sequência Didática é uma organização intencional. Então, eu tenho determinado conteúdo e meu alunos possuem determinadas competências. Eu organizo a SD para potencializar o desenvolvimento das competências que meus alunos precisam ter”, é intencional, articulado”, frisa.

Na internet

O Roda de Conversa também está disponível na internet e pode ser assistido pelo Canal Minas Saúde na segunda-feira, em dois horários, às 11h30 e 17h30 com reprises às quartas, em dois horários, às 11h30 e às 18h.

Todos os programas também estão disponíveis no canal do Youtube da Secretaria de Estado de Educação e no canal da Magistra. Outra opção é o Centro de Referência Virtual do Professor (CRV).

Idealizado pela Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores e a Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Educação é uma parceria com a Rede Minas de Televisão.

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